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O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (31) em queda, recuando 0,35% por volta das 9h05, cotado a R$ 5,1775. O Ibovespa, prinicipal índice da bolsa brasileira, inicia as suas negociações às 10h.
G1 — Brasil · 2026-08-31T12:00:51.000Z
O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (31) em queda, recuando 0,35% por volta das 9h05, cotado a R$ 5,1775. O Ibovespa, prinicipal índice da bolsa brasileira, inicia as suas negociações às 10h.
Os mercados começam a semana sob pressão após uma nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã. No Brasil, a agenda concentra compromissos ligados ao Orçamento de 2027 e às negociações comerciais com os EUA.
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Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
Acumulado da semana: +1%;
Acumulado do mês: +2,49%;
Acumulado do ano: -5,33%.
Acumulado da semana: +2,71%;
Acumulado do mês: -1,31%;
Acumulado do ano: +9,02%.
Fed sinaliza que pode manter juros altos
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, afirmou nesta sexta-feira que o banco central americano ainda pode precisar agir para conter a inflação.
“Devemos estar confiantes de que a inflação subjacente está caminhando em direção à nossa meta, de forma clara e com velocidade suficiente. Caso contrário, temos trabalho a fazer”, disse Warsh durante discurso no simpósio do Federal Reserve, em Jackson Hole.
Warsh destacou que o avanço dos preços nos últimos dois anos foi modesto e que os dados recentes “não me indicam que as tendências subjacentes tenham melhorado significativamente”.
🔎 A inflação medida pelo PCE, índice acompanhado pelo Fed, estava em 3,7% em 12 meses até julho, acima da meta de 2%.
O presidente do Fed também afirmou que os mercados de crédito e empréstimos mostram “poucos sinais de restrição da política monetária”, o que indica que os juros atuais podem não estar exercendo pressão suficiente sobre a economia.
Ao mesmo tempo, ele disse que as expectativas de inflação estão ancoradas, mas precisam ser “acompanhadas de perto”, e ressaltou que suas declarações não representam uma indicação sobre os próximos passos do banco central.
Em meio à repercussão do discurso de Warsh, a plataforma FedWatch, do CME Group, passou a apontar 59,5% de probabilidade de o Fed elevar os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano.
Para Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, o discurso teve “um tom mais hawkish” — uma postura mais preocupada com a inflação e mais favorável à manutenção ou até à alta dos juros para conter a pressão sobre os preços —, e reforçou que a inflação ainda não está desacelerando rápido o suficiente.
“Warsh também demonstrou preocupação com a pressão das commodities, especialmente do petróleo”, afirmou.
Segundo Praça, a reação mais clara apareceu nos juros dos títulos do governo americano, que subiram e atingiram máximas recentes. “O movimento reflete a perspectiva de uma política monetária restritiva por mais tempo”, disse.
Em Wall Street, os principais índices fecharam em queda, de olho no discurso de Kevin Warsh, do Fed. O Dow Jones recuou 0,02%, o S&P 500 teve perdas de 0,25% o Nasdaq caiu 0,52%.
Na Europa, as bolsas encerraram em alta, após terem fechado majoritariamente em baixa na sessão anterior.
O índice STOXX 600 subiu 0,51%. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,29% e, em Frankfurt, o DAX ganhou 0,77%. Em Paris, o CAC 40 teve alta de 0,98%.
Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em baixa. As perdas nos setores de biotecnologia e fabricação de chips superaram os ganhos das empresas ligadas a commodities.
Em Xangai, o SSEC caiu 0,11%, aos 3.952 pontos, e o CSI300 recuou 0,46%, aos 4.609 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,07%, aos 25.584 pontos, enquanto, em Tóquio, o Nikkei avançou 0,40%, aos 66.405 pontos.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo