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Homem é condenado a 13 anos por estuprar jovem que ficou em coma e teve danos neurológicos em AL

Victor Bruno da Silva foi preso quase um ano e sete meses após o crime.

G1 — Brasil · 2026-08-31T21:44:11.000Z

Victor Bruno da Silva foi preso quase um ano e sete meses após o crime.

A Justiça de Alagoas condenou Victor Bruno da Silva Santos, conhecido como “Vitinho”, a 13 anos e 4 meses de prisão pelo crime de estupro de vulnerável contra Maria Daniela Ferreira Alves. A informação foi confirmada pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL) nesta segunda-feira (31).

O crime aconteceu em dezembro de 2024, após uma confraternização escolar em Coité do Noia, no Agreste de Alagoas. Segundo a investigação, Maria Daniela, que tinha 18 anos na época, foi dopada, estuprada e espancada. Ela foi encontrada com traumatismo craniano grave, ficou cinco dias em coma e passou 19 dias internada.

Victor Bruno foi preso em julho deste ano, quase um ano e sete meses após o crime. Até então, ele era considerado foragido e se entregou à Polícia Civil em Taquarana, também no Agreste.

O crime: Jovem de 18 anos foi dopada, estuprada e agredida após festa escolar em Coité do Noia (AL).

Sequelas: Vítima sofreu traumatismo craniano, ficou em coma e hoje precisa de ajuda para atividades básicas.

Condenação: Justiça de Alagoas determinou pena de 13 anos e 4 meses de prisão para Victor Bruno.

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Como o crime aconteceu

Maria Daniela Ferreira Alves, vítima de estupro e asfixia em Coité do Noia

O crime aconteceu na noite de 6 de dezembro de 2024. De acordo com a investigação, Maria Daniela foi levada por Victor Bruno para uma chácara da família dele, no povoado Poção, na zona rural do município.

Horas depois, o próprio Victor levou a jovem a uma unidade de saúde. Ela estava desorientada, apresentava traumatismo craniano grave e tinha marcas de sangue no vestido e na região genital.

Por causa da gravidade dos ferimentos, a jovem foi transferida para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu cinco dias em coma. Ao todo, ela ficou 19 dias hospitalizada.

Em depoimento à polícia, Daniela contou que a última lembrança antes de perder a consciência foi dizer a Victor que não queria ter relações sexuais.

Substâncias no sangue e sequelas graves

Victor Bruno da Silva no momento da prisão, quase um ano e sete meses após o crime.

Durante a investigação, um laudo toxicológico identificou diferentes substâncias químicas no sangue da vítima. O resultado reforçou a suspeita de que Daniela havia sido dopada antes do crime.

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) informou que foram identificadas no organismo de Daniela substâncias como diazepam, fenitoína, haloperidol, nordiazepam e prometazina. Segundo o órgão, uma delas é conhecida por ser utilizada em crimes de natureza sexual.

O laudo do Instituto Médico Legal (IML) concluiu ainda que houve estupro mediante uso de força física. O exame também apontou que a jovem passou a apresentar déficits cognitivos depois do crime, condição que, segundo o documento, não existia anteriormente.

Um relatório médico da Secretaria Municipal de Saúde de Craíbas apontou que Daniela ficou com sequelas neurológicas, motoras e cognitivas. Ela desenvolveu ainda transtorno de estresse pós-traumático, ansiedade, síndrome do pânico e depressão.

Desde o crime, segundo a família, a jovem precisa de ajuda para realizar atividades do dia a dia, como tomar banho e segurar um copo de água.

O que diz a defesa

Victor Bruno da Silva, o 'Vitinho', era considerado foragido.

Em nota, a defesa de Victor Bruno afirmou que a apresentação espontânea dele à polícia foi um "ato de confiança na Justiça" e que ele dará sua versão no processo.

Os advogados também declararam solidariedade à vítima e à família dela, mas criticaram a divulgação do que classificaram como “notícias falsas, versões fantasiosas e narrativas construídas à margem dos autos”.

Segundo a defesa, informações sem respaldo nas provas poderiam comprometer a instrução criminal e criar um julgamento paralelo. O caso, afirmam, deve ser julgado com base nas provas produzidas perante a Justiça.

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