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Governo Federal apresenta proposta de orçamento para o ano que vem
G1 — Brasil · 2026-09-01T01:20:48.000Z
Governo Federal apresenta proposta de orçamento para o ano que vem
O governo federal apresentou nesta segunda-feira (31) a proposta de Orçamento para 2027.
O projeto traz as estimativas de receitas e de despesas, e prevê o valor do salário mínimo, que é calculado com base na inflação e no crescimento da economia. A estimativa é que chegue a R$ 1.741 em 2027, uma alta de mais de 7%.
Para as emendas parlamentares impositivas, aquelas que o governo é obrigado a executar, o Orçamento reservou mais de R$ 44 bilhões – R$ 4 bilhões a mais do que o valor proposto para o Orçamento de 2026.
O texto apresentado nesta segunda-feira (31) também trouxe um aumento dos gastos obrigatórios em relação ao estimado para 2026. As despesas com benefícios da previdência devem passar de R$ 1,160 trilhão, um aumento de R$ 87 bilhões em relação ao esperado para 2026. E os benefícios de prestação continuada também vão subir, chegando a R$ 145 bilhões.
Governo prevê R$ 1.741 para salário mínimo em 2027 e reserva R$ 44 bilhões para emendas parlamentares impositivas
Jornal Nacional/ Reprodução
O governo também incluiu a previsão de um aporte de R$ 6 bilhões no caixa dos Correios, em meio à crise financeira da estatal. Desde 2022 os Correios fecham o ano no vermelho. No primeiro semestre, o prejuízo dos Correios foi de R$ 5,6 bilhões.
O governo estabeleceu uma meta fiscal de superávit em 2027 de 0,5% do PIB, cerca de R$ 73 bilhões. Mas o resultado efetivo previsto é menor: R$ 18,6 bilhões.
O governo afirma que, em 2027, as receitas vão ser maiores que as despesas, mas os gastos obrigatórios consomem quase todo o espaço do Orçamento: cerca de 92% das despesas primárias. Sobra pouco para investir em obras, por exemplo. A equipe econômica fala em revisão constante do Orçamento.
“Um Orçamento de qualidade, um Orçamento que reserva espaço para fazer investimento. E nós estamos fazendo isso do jeito certo, que é fazer uma revisão de despesas obrigatórias. Ainda é um espaço que precisa crescer, eu não discordo disso. É uma despesa que aumenta a capacidade produtiva, tem efeitos multiplicadores, induz inovação, aumento de produtividade. Então, nós estamos batalhando é para isso”, afirma o ministro do Planejamento, Bruno Moretti.
A economista-chefe do Inter Rafaela Vitória avalia que a proposta subestima o crescimento de gastos obrigatórios:
“O governo precisa ter um pouco mais de controle sobre os gastos obrigatórios. A gente vê os gastos crescendo acima dessas expectativas do próprio governo para o próximo ano, considerando que a gente tem juros ainda bastante restritivos, e os sinais econômicos são de desaceleração. A gente vai ter uma frustração desse patamar de receitas para 2027. Esse é o principal risco dessa peça orçamentária apresentada hoje”.
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