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Líder religioso indiciado por 19 crimes fazia 'ameaças de males espirituais' contra fiéis, diz polícia

Líder religioso é indiciado por 19 crimes após denúncias de fiéis em Palmas

G1 — Brasil · 2026-09-01T12:48:32.000Z

Líder religioso é indiciado por 19 crimes após denúncias de fiéis em Palmas

O líder religioso indiciado em Palmas fazia ameaças envolvendo supostos males espirituais, doenças e morte contra pessoas que manifestavam intenção de deixar a instituição. Segundo a Polícia Civil, as vítimas eram submetidas a situações de forte pressão psicológica e emocional.

O homem de 38 anos teve apenas as iniciais F.C.L divulgadas pela polícia e o g1 não conseguiu contato com a defesa dele. Ele foi investigado em sete inquéritos e indiciado pelo total de 19 crimes, que incluem violência psicológica, agressões físicas, ameaças, perseguição, discriminação e importunação sexual.

De acordo com as investigações, o suspeito utilizava sua posição de liderança espiritual que exercia sobre os fiéis para estabelecer um rígido ambiente de controle e submissão.

Segredos íntimos e informações pessoais, compartilhados pelas vítimas durante aconselhamentos privados com o dirigente, eram posteriormente utilizados por ele como ferramenta de barganha. Os fiéis eram constrangidos e expostos publicamente diante de outros frequentadores.

Líder religioso é indiciado por 19 crimes, incluindo ameaças, agressões e importunação sexual em Palmas

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Viatura Polícia Civil do Tocantins

Os inquéritos reúnem relatos de diferentes formas de violência física e psicológica ocorridas no ambiente religioso.

Uma mulher relatou que foi agredida fisicamente e impedida de procurar atendimento médico sob intensas ameaças de natureza espiritual feitas pelo líder. Em outro caso, uma mãe foi constrangida e impedida de prestar socorro hospitalar à própria filha que necessitava de atendimento emergencial.

Outra frequentadora relatou ter sido submetida a toques de cunho sexual sem consentimento. O dirigente justificou o ato alegando que estava sob "incorporação de uma entidade espiritual". A mesma mulher passou a sofrer assédio persistente e teve sua residência invadida pelo suspeito.

A investigação apontou que o suspeito fornecia e induzia os frequentadores ao consumo de substâncias ilícitas, especificamente maconha e cocaína, sob o pretexto de que as drogas facilitariam as conexões espirituais.

A polícia também identificou casos de agressão, falas e atos discriminatórios praticados pelo líder contra as vítimas, relacionados a raça, orientação sexual e identidade de gênero.

O dirigente foi indiciado por 19 crimes:

6 indiciamentos por violência psicológica contra a mulher;

3 indiciamentos por ameaça;

2 indiciamentos por injúria;

Também houve indiciamentos adicionais por perseguição, importunação sexual, violação de domicílio, lesão corporal, injúria real, discriminação por identidade de gênero e indução ao consumo de drogas.

Todos os procedimentos foram remetidos ao Poder Judiciário para que as medidas penais cabíveis sejam tomadas.

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