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Novo pedido de Mendonça explicita guerra no STF e coloca Master no centro da disputa de poder na Corte

Ministro André Mendonça.

G1 — Política · 2026-09-01T13:05:58.000Z

Ministro André Mendonça.

Um novo pedido de André Mendonça no caso Master tornou explícita uma guerra que até agora vinha sendo travada nos bastidores do Supremo. A investigação passou a expor uma disputa pelo comando e pela nova dinâmica de poder dentro da Corte, com acusações mútuas de interferência e desconfiança — e reflexos também sobre a eleição de 2026.

De um lado, no entorno de Mendonça, a avaliação é de que houve movimentos para limitar o alcance das investigações e impedir que a apuração avance sobre as relações de Daniel Vorcaro com políticos e integrantes do próprio Judiciário. Do outro, no grupo ligado a Alexandre de Moraes, Paulo Gonet e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, cresce a reação à atuação do relator.

Nos bastidores desse segundo grupo, já há quem defenda questionar Mendonça por suposto desvio de finalidade e abuso de autoridade e, no limite, tentar tirá-lo da relatoria do caso Master.

Ministros da corte querem que o presidente do STF, Edson Fachin, tome a decisão de submeter o pedido ao plenário.

A guerra alcança também o comando da Polícia Federal. Entre investigadores, a leitura é de que Mendonça mira Andrei e pode provocar uma crise capaz de levar à saída do diretor do comando da PF.

No gabinete do ministro, a avaliação é inversa: a atuação da polícia precisa ser escrutinada e a investigação deve poder alcançar ministros do Supremo, caso surjam elementos que justifiquem esse avanço. Além disso, há a desconfiança de vazamentos de investigações.

A possível delação de Vorcaro é outro ponto explosivo. No entorno de Mendonça, há desconfiança sobre a resistência às negociações anteriores e a suspeita de que uma colaboração mais ampla poderia atingir as conexões de Vorcaro com personagens poderosos.

Agora, investigadores contam com novos depoimentos de Vorcaro.

O Master virou, assim, o epicentro de uma disputa sobre quem controla a investigação, quem comanda a PF, até onde podem chegar as apurações envolvendo ministros e como será reorganizado o poder dentro do Supremo. Uma guerra antes subterrânea que agora começa a ser travada à vista de todos.

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