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Mãe inova ao criar aplicativo para facilitar saída de alunos de escola

Mãe inova ao criar aplicativo para facilitar saída de alunos de escola

G1 — Brasil · 2026-09-01T14:08:37.000Z

Mãe inova ao criar aplicativo para facilitar saída de alunos de escola

A empresária Priscila Martins Peixoto, de 38 anos, criou um aplicativo para organizar e agilizar a saída de alunos de uma escola municipal de Goiânia. A ideia surgiu depois que ela colocou o filho em uma unidade pública e percebeu o tumulto causado na hora da saída dos estudantes.

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Segundo Priscila, os pais se concentravam na porta da escola, enquanto os alunos eram chamados pelo microfone. O sistema também gerava barulho na hora do descanso para uma escola de crianças menores de 5 anos que fica ao lado.

“Eu desenvolvi o aplicativo que hoje o pai chega na portaria, não tem fila, ele só chega, dá o nome da criança e a atendente da portaria, no celular dela mesmo, coloca no app”, explicou.

A escola já tinha tentando resolver o tumulto na hora da saída com outros metodos, mas nenhum foi eficiente para manuzear ás crianças.

Com o sistema, o nome do aluno aparece na lousa digital da sala, em um tablet ou celular usado pelo professor. A criança pega a mochila e é liberada para ir embora. Segundo Priscila, a escola consegue organizar a saída de mais de 200 alunos em aproximadamente dez minutos.

Empresária cria app para buscar crianças na escola

Arquivo pessoal/ Priscila Martins

Como funciona o aplicativo

Além de agilizar a saída, o aplicativo permite registrar quem buscou cada aluno. A escola pode cadastrar os responsáveis autorizados e identificar, por exemplo, quando a criança foi retirada pela mãe, pelo pai ou por um responsável previamente cadastrado.

A ferramenta já é utilizada por todos os 362 alunos da escola municipal. Segundo Priscila, após a divulgação do projeto, outras unidades procuraram a empresária e uma fila de cerca de 6 mil a 7 mil alunos foi formada para utilizar o sistema.

"É como é um som de bip. Então o professor ali só sabe quem que é que o pai que chegou, só avisa a criança e ele vai, ela vai embora" disse.

Os pais dos alunos também aprovaram a mudança na rotina. Segundo Priscila, o aplicativo recebeu feedback positivo de 100% das famílias desde que começou a ser utilizado, em maio.

Para Priscila, ver uma solução criada por ela funcionando na escola e facilitando a rotina de alunos, professores e famílias também é motivo de satisfação. “Eu fico muito satisfeita. E eu quero trazer ainda mais coisas”, afirmou.

O aplicativo é uma doação de Priscila e pode ser utilizado gratuitamente por escolas municipais. Como contrapartida, ela pede que as unidades mantenham uma estação de coleta de materiais recicláveis.

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aplicativo usado para buscar alunos em Goiânia

Aldair Queiroz/ Prefeitura de Goiânia

A iniciativa também está ligada à atuação de Priscila no setor de sustentabilidade. Ela trabalha com energia solar e consultoria de processos de negócios e afirma que pretende usar o projeto para estimular a reciclagem entre os estudantes.

A empresária também conecta as escolas a catadores da região, que ficam responsáveis por recolher os materiais quando os pontos de coleta estão cheios. Segundo ela, o objetivo é aumentar a renda desses trabalhadores e ampliar a reciclagem.

“Eu tô gerando consciência ambiental com as crianças e eu tô resolvendo grande problema dentro das escolas. Então é uma convergência grande”, afirmou.

Priscila, o Brasil pretende contribuir para aumentar o índice de reciclagem no país por meio da educação ambiental nas escolas.

A empresária também trabalha no desenvolvimento de outras soluções para escolas. Segundo ela, a Secretaria de Educação pediu que fosse criado um projeto para manter hortas fixas nas unidades.

O projeto da horta, de acordo com Priscila, está 90% concluído. Ela também desenvolveu uma estação de coleta de água da chuva para uma unidade na Vila Roriz, em Goiânia, com apoio da iniciativa privada e da Defesa Civil.

Na escola onde o aplicativo já funciona, os alunos também participarão de um ciclo de reciclagem durante 60 dias. Ao final, a previsão é de que a unidade ganhe um espaço de leitura.

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