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Grupo é preso suspeito de furtar cartões de idosos em falsos rituais de ‘bênção’ no DF

Um grupo suspeito de furtar cartões bancários de idosos com falsos rituais de “bênção” foi preso nesta segunda-feira (31), em Taguatinga, no Distrito Federal.

G1 — Brasil · 2026-09-01T14:00:05.000Z

Um grupo suspeito de furtar cartões bancários de idosos com falsos rituais de “bênção” foi preso nesta segunda-feira (31), em Taguatinga, no Distrito Federal.

Segundo a Polícia Civil, os criminosos abordavam as vítimas, prometiam melhorar a “saúde financeira” delas e trocavam os cartões verdadeiros por outros sem valor durante supostas orações. Os prejuízos identificados pelos investigadores ultrapassam R$ 50 mil.

Ainda conforme a polícia, os suspeitos são da Bahia e percorriam diferentes estados para aplicar os golpes. A mobilidade era utilizada como estratégia para dificultar sua identificação e a conexão entre os diferentes crimes.

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Polícia prende grupo suspeito de usar 'rezas' e falsos rituais para dar golpe em idosos

Segundo as investigações, um dos integrantes do grupo abordava as vítimas – normalmente perto de agências bancárias –, oferecendo supostos produtos, medicamentos ou “elixires” relacionados à saúde.

Durante a conversa informal, buscava estabelecer vínculo de confiança e obter informações da vítima.

Após a primeira aproximação, o criminoso mencionava a existência de um suposto “curandeiro”, capaz de realizar orações e trabalhos espirituais para "melhorar a saúde financeira das pessoas".

Algumas vítimas eram levadas até outro integrante do grupo, que simulava rezas e rituais para “abençoar” seus cartões bancários. Durante o falso ritual, o cartão verdadeiro da vítima era subtraído e substituído por outro cartão sem valor.

O cartão falso era entregue dentro de um envelope que, de acordo com as instruções dos falsos curandeiros, deveria permanecer fechado por aproximadamente sete dias para que a suposta “oração” produzisse seus efeitos.

De acordo com a PCDF, o prazo de sete dias funcionava como uma janela de segurança para os criminosos.

Enquanto a vítima acreditava estar aguardando o resultado do ritual, o grupo utilizava o cartão verdadeiro para realizar saques e compras, antes mesmo que ela percebesse que havia sido enganada.

Segundo a polícia, os investigados estiveram no Distrito Federal entre junho e julho deste ano, período em que são relacionados, até o momento, quatro ocorrências.

Depois, seguiram para Minas Gerais, onde outro fato semelhante foi registrado, retornando depois à Bahia, passando ainda por São Paulo e, posteriormente, voltando ao DF.

Para percorrer diferentes unidades da Federação e dificultar o rastreamento de seus deslocamentos, o grupo utilizava veículo alugado, segundo as investigações.

Os suspeitos devem responder pelos crimes de associação criminosa e por múltiplos furtos mediante fraude, "sem prejuízo de outras responsabilizações que possam surgir no decorrer das investigações", conforme a PCDF.

A 6ª Delegacia de Polícia pede que pessoas que reconheçam os investigados ou tenham sido abordadas em circunstâncias semelhantes procurem a delegacia mais próxima para registrar a ocorrência.

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