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Vereador de Uberaba é preso em nova fase de operação sobre funcionários fantasmas

Vereador Almir Silva, de Uberaba, foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais

G1 — Brasil · 2026-09-01T13:34:31.000Z

Vereador Almir Silva, de Uberaba, foi denunciado pelo Ministério Público de Minas Gerais

Câmara Municipal de Uberaba/Divulgação

O vereador de Uberaba, Almir Pereira da Silva (Republicanos), foi preso na manhã desta terça-feira (1º) durante a segunda fase da Operação Caça-Fantasma, da Polícia Civil. De acordo com apuração da TV Integração, além da prisão temporária do parlamentar, outros 15 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos.

A movimentação de viaturas e policiais em frente ao anexo da Câmara Municipal, ainda nas primeiras horas do dia, chamou a atenção. No local, os policiais apreenderam documentos e materiais que serão encaminhados para perícia.

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Em junho, o vereador Almir e outros quatro investigados foram denunciados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) por um suposto esquema de nomeação e manutenção de assessores parlamentares fictícios na Câmara Municipal.

Ainda segundo a apuração da TV Integração, há suspeitas de que, mesmo após a denúncia e as investigações anteriores, o vereador tenha continuado praticando o mesmo crime.

A defesa do vereador informou à TV Integração que, no momento, não vai se manifestar.

Viaturas e policiais em frente à Câmara Municipal de Uberaba

David Carneiro/TV Integral

Em nota, a Polícia Civil informou que cumpriu mandados na manhã desta terça-feira mas, em razão do sigilo judicial, não poderá dar mais detalhes da investigação.

Diógenes Alves de Sene, procurador-geral da Câmara, informou que acompanhou a atuação da Polícia Civil durante o cumprimento dos mandados.

“Nós precisamos aguardar o comunicado oficial para que tenhamos acesso a toda documentação e o que originou essa busca e apreensão para que a Câmara possa, juridicamente, se manifestar junto ao presidente e saber qual caminho a ser tomado a partir de agora”

Relembre as investigações envolvendo o vereador

Em julho de 2025, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na casa do vereador e em outros endereços ligados aos investigados. Na ocasião, foram recolhidos documentos e equipamentos eletrônicos como parte da apuração de supostos crimes contra a administração pública.

Meses depois, em fevereiro de 2026, a Polícia Civil concluiu o inquérito e indiciou o vereador e outras 17 pessoas.

Segundo a investigação, o grupo teria atuado entre 2023 e 2024 em um esquema que causou prejuízo superior a R$ 1 milhão aos cofres públicos. Entre os investigados estavam empresários, servidores públicos e outras pessoas suspeitas de participação nas irregularidades.

Já em junho deste ano, o MPMG denunciou o vereador e outras quatro pessoas por suposta participação em um esquema de servidores fantasmas na Câmara Municipal de Uberaba.

Conforme a denúncia, assessores parlamentares eram nomeados formalmente, mas não exerciam as funções para as quais foram contratados. O MPMG também pediu o afastamento cautelar do parlamentar do cargo, mas foi negado.

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Segundo as investigações, o suposto esquema foi descoberto durante apurações da Polícia Civil que apontaram a contratação de assessores ligados a um empresário investigado.

A suspeita é de que os salários e benefícios pagos aos servidores fossem posteriormente desviados, causando prejuízo aos cofres públicos.

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