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Arma turca suspeita de ligação com duplo homicídio é apreendida em MS
G1 — Brasil · 2026-09-01T15:32:42.000Z
Arma turca suspeita de ligação com duplo homicídio é apreendida em MS
Uma espingarda calibre 12 de fabricação turca, suspeita de ter sido usada em um duplo homicídio, foi encontrada no imóvel onde Guilherme Souza Oliva, de 24 anos, morreu em confronto com policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar do Mato Grosso do Sul, em Campo Grande.
Segundo o major Cleyton da Silva Santos, comandante do Choque, a arma é pouco comum no Brasil e não tem registro de furto ou roubo. A suspeita é de que tenha entrado ilegalmente no país pela fronteira com Paraguai ou Bolívia.
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“É uma arma que não foi produto de furto, não foi produto de roubo. Então, provavelmente, ela veio a partir da fronteira ou com Bolívia ou com Paraguai”, afirmou o comandante.
A polícia investiga se a espingarda foi usada no assassinato de Bruno Pereira, conhecido como “12”, e Wellington, de 17 anos, na sexta-feira (28), no Conjunto Aero Rancho.
Durante a perícia no imóvel, um detalhe reforçou a suspeita. Segundo Cleyton, ao ser manuseada pelos peritos, a arma ejetou um cartucho calibre 12 já deflagrado, semelhante aos encontrados no local do duplo homicídio.
A confirmação de que se trata da mesma arma usada no crime ainda depende do resultado da perícia.
Arma calibre 12 apreendida pelo Batalhão de Choque é semelhante à usada em duplo homicídio em Campo Grande
Bruno e Wellington foram mortos na Rua Lagoa Bonita, no Conjunto Aero Rancho. Segundo a polícia, o adolescente cortava o cabelo de Bruno em frente a uma casa quando três homens chegaram. Um deles estava com uma arma longa, calibre 12, e atirou contra os dois.
Conforme o comandante do Choque, as informações levantadas pela polícia indicam que Wellington não tinha envolvimento com a situação que teria motivado o ataque.
A principal suspeita é de que o crime esteja relacionado a uma disputa territorial pelo tráfico de drogas. Segundo Cleyton, Bruno e Guilherme eram conhecidos pelo envolvimento com o tráfico e já haviam atuado juntos, mas tiveram um desentendimento.
“Eles até um determinado momento trabalhavam junto, eram comparsas, só que acabaram tendo um desacordo comercial, um acabou ali passando a perna no outro”, disse o major.
Ainda segundo o comandante, até o momento, a polícia não identificou relação da disputa com facções criminosas.
Denúncia levou Choque até imóvel
Após o duplo homicídio, o Batalhão de Choque passou a levantar informações para identificar os envolvidos. Na segunda-feira (31), uma denúncia anônima indicou que suspeitos se encontrariam em um imóvel abandonado no Aero Rancho antes de cometer um novo homicídio, segundo o major.
A polícia ainda não sabe quem seria a possível vítima.
Os policiais foram até o endereço e encontraram Guilherme sozinho. Conforme o relato do Choque, ele estava com uma mala e começava a retirar uma arma longa quando a equipe entrou no imóvel.
Ainda segundo o comandante, Guilherme estava com um revólver calibre .38 e apontou a arma contra os policiais durante a abordagem. A equipe atirou e o atingiu.
Guilherme foi socorrido e levado para uma unidade de saúde, mas morreu após receber atendimento médico.
Durante a varredura no imóvel, os policiais encontraram dentro da mala a espingarda turca calibre 12 que agora é analisada para saber se foi usada no duplo homicídio.
Segundo Cleyton, Guilherme estava foragido do sistema prisional desde 9 de maio. Ele havia sido condenado por roubo cometido com outras pessoas e, após progredir de regime, não teria retornado para continuar cumprindo a pena.
A polícia trabalha para identificar e localizar outros envolvidos. Segundo o comandante, as informações levantadas até agora indicam a participação de pelo menos quatro pessoas no grupo investigado.
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