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Familiares protestam na prefeitura de Parnamirim após morte de menino de 2 anos em UPA

Morte de criança em Upa vira caso de polícia na Grande Natal

G1 — Brasil · 2026-09-01T16:02:11.000Z

Morte de criança em Upa vira caso de polícia na Grande Natal

Familiares de Artur Kevin, de 2 anos, realizaram nesta terça-feira (1º) um protesto dentro da prefeitura de Parnamirim, na Grande Natal. O menino morreu no sábado (29) após atendimento na UPA Nova Esperança, e a família aponta negligência no atendimento - a UPA nega.

A mãe e o pai da criança informaram que querem respostas da prefeitura sobre o atendimento. Eles disseram que buscaram representantes do município, mas que não haviam sido atendidos. "Eles estão querendo silenciar a gente. A gente está pedindo pra conversar, pra todo mundo estar vendo sobre a conversa", falou a mãe, Isabel Almeida.

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Em nota, a prefeitura de Parnamirim disse que "compreende profundamente a dor da família e respeita a manifestação realizada nesta manhã", além de citar que "a busca por respostas e justiça é legítima".

O Município informou que desde o primeiro momento prestou toda assistência necessária e que acompanha o caso com responsabilidade.

Familiares protestaram na prefeitura de Parnamirim

Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

"Neste momento, é fundamental aguardar o laudo oficial e a conclusão das apurações, para que os fatos sejam esclarecidos com segurança e transparência. A prefeitura reafirma que, diante dos resultados oficiais, tomará todas as medidas necessárias e cabíveis", completou a nota.

A família do menino registrou um boletim de ocorrência, e a Polícia Civil investiga o caso.

A UPA levantou a suspeita de que Artur tenha morrido em decorrência de meningite. O laudo da causa da morte, no entanto, ainda não foi concluído, segundo a Polícia Científica.

Segundo a mãe de Artur Kevin, Isabel Almeida, o filho teve uma piora rápida do quadro de saúde durante o atendimento, que ocorreu no sábado passado.

Isabel relatou que o filho começou a apresentar febre pela manhã, foi medicado em casa, mas não apresentou melhora. Sem melhorar após uma nova medicação, ele passou a ficar pálido e com dificuldade para reagir.

O menino foi levado para a UPA, relatou a mãe, onde foi colocado no soro e recebeu medicamentos. Depois disso, começaram a aparecer manchas no rosto da criança.

"Como uma criança chega, só com uma febre. Ele não tinha uma mancha, bem branquinho. Nenhuma mancha. Depois do medicamento, não demorou 10 minutos para começar a aparecer a primeira mancha, a segunda. Até aí eu achei normal. Mas depois ele ficou como se tivesse levado um murro, a cabeça, boca roxa. E o médico dizendo que estava tudo normal", relatou o pai, Halef Araújo.

Criança de 2 anos morre após atendimento em UPA de Parnamirim; caso é investigado

UPA nega negligência

A UPA Nova Esperança afirma que não houve negligência no atendimento. Em nota, a unidade informou que a criança apresentou um quadro clínico de extrema gravidade e evolução rápida e que, apesar dos esforços da equipe assistencial, o desfecho não pôde ser evitado.

A unidade afirmou ainda que, diante das circunstâncias e das hipóteses clínicas levantadas durante o atendimento, solicitou o Serviço de Verificação de Óbito para contribuir com o esclarecimento do caso.

Sobre a ausência de pediatra de plantão, que também foi apontado pela família, a prefeitura de Parnamirim informou que uma portaria do Ministério da Saúde não estabelece obrigatoriedade específica de pediatra para UPAs de porte 2, como a unidade do bairro Nova Esperança.

A direção clínica informou que o médico clínico-geral responsável pelo atendimento estava buscando vagas no sistema de regulação estadual para providenciar a transferência da criança.

Criança morreu após atendimento na UPA; família protestou na prefeitura

Foto 1: Divulgação | Foto 2: Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi

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