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Candidato ao governo do estado de São Paulo, Fernando Haddad (PT) afirmou, em entrevista ao EPTV 1 nesta terça-feira (1º), que acha "curiosa" a resistência do setor do agronegócio aos candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições.
G1 — Campinas e Região · 2026-09-01T16:33:37.000Z
Candidato ao governo do estado de São Paulo, Fernando Haddad (PT) afirmou, em entrevista ao EPTV 1 nesta terça-feira (1º), que acha "curiosa" a resistência do setor do agronegócio aos candidatos do Partido dos Trabalhadores (PT) nas eleições.
"Chego a achar curiosa essa resistência, porque o agro só ganha muito dinheiro nos nossos governos. Eu vou dar um exemplo. Fiz, no Ministério da Fazenda, quatro Planos Safra, um melhor que o outro, reconhecido pelo agro. O agro nunca produziu tanto, o agro nunca exportou tanto", defendeu.
A entrevista integra a série com candidatos que alcançaram 5% ou mais das intenções de voto na pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto. Tarcísio de Freitas (Republicanos) seria o primeiro entrevistado, na segunda-feira (31), mas não aceitou o convite. Veja detalhes abaixo.
Durante a entrevista, Haddad também afirmou que pretende "reindustrializar [o estado de] São Paulo" caso seja eleito, especialmente após o fim da "guerra fiscal" com a Reforma Tributária.
"Agora, os estados vão ter que competir para trazer empresas de fora para o Brasil. Nós temos que preparar o estado para a reindustrialização, inclusive da agroindústria. Nós temos que nos transformar no supermercado do mundo", disse o candidato.
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Haddad tem 63 anos, é casado e nasceu na capital paulista. É professor de ensino superior e advogado. Já foi Ministro da Fazenda do Brasil, de 2023 a 2026, e Ministro da Educação, de 2005 a 2012. Também foi prefeito da cidade de São Paulo, de 2013 a 2016. Em 2022, ele também concorreu ao cargo de governador pelo PT.
Fernando Haddad (PT), candidato ao governo de São Paulo, participou de entrevista no EPTV 1
Outras propostas defendidas pelo candidato foram a mudança no comando da Polícia Militar e a criação de um gabinete antifacção com o apoio da Polícia Federal e da Receita Federal em São Paulo.
"Por que temer a Polícia Federal e a Receita Federal? Eles podem ser uma força auxiliar para nós. Eles têm que ter assento no gabinete do governador, trocar informações, trocar inteligência. Por que não fazer o boletim de ocorrência por zap? Eu preciso da informação em tempo real", afirmou.
Para o candidato, um dos maiores problemas para a segurança pública atualmente é a falta de integração entre as instituições. "Quando o governador assumir a responsabilidade pela segurança pública no seu gabinete, a cooperação vai ser a regra".
Em relação às políticas para combate ao feminicídio, Haddad destacou que planeja apresentar um programa de capacitação para que servidores públicos identifiquem sinais de violência contra a mulher e auxiliem as vítimas.
"Se nós não tivermos um serviço público preparado para identificar e uma central de informação para onde esses dados vão, para que eles sejam processados, nós vamos continuar assistindo a cenas de violência contra as pessoas", destacou.
O candidato também afirmou que, com a Reforma Tributária, defende que o repasse feito às universidades seja baseado na receita líquida do estado, e não em um imposto específico.
"Você tem que rever a vinculação e garantir que esse jovem – filho do trabalhador, que nunca sonhava em fazer uma universidade pública e hoje conseguiu por mérito dele, foi bem no Enem e entrou numa universidade pública – conclua os seus estudos. Não pode ser por falta de um restaurante universitário ou de uma bolsa permanência que ele vai abandonar os estudos", disse.
Série de entrevistas
A entrevista, transmitida ao vivo para as regiões de Campinas (SP), Piracicaba (SP), Ribeirão Preto (SP) e São Carlos (SP), integra a série com candidatos que alcançaram 5% ou mais das intenções de voto na pesquisa Quaest divulgada em 25 de agosto.
Com base nesse critério, foram convidados Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT).
Pela ordem definida previamente com os representantes das campanhas, Tarcísio seria o primeiro entrevistado, nesta segunda-feira (31). Na sexta-feira (28), porém, a assessoria do candidato informou que ele não participaria.
Os demais candidatos, que não atingiram o percentual mínimo para participar das entrevistas ao vivo, poderão conceder entrevistas gravadas, com dois minutos de duração cada. São eles: Policial Edjane (Agir), Vera Lúcia (PSTU), Carlos Machado (PCB), Izadora Dias (PCO) e Vivian Mendes (UP).
As entrevistas gravadas começam a ser exibidas no EPTV 1 a partir de quarta-feira (2).
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