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Ao criticar Propag, Kalil chama dívida de MG de 'impagável' e propõe renegociação com a União

Alexandre Kalil durante entrevista no Inter 1

G1 — Brasil · 2026-09-01T16:33:27.000Z

Alexandre Kalil durante entrevista no Inter 1

Inter TV /Reprodução

O candidato ao Governo de Minas Alexandre Kalil (PDT) criticou o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) e defendeu a renegociação da dívida mineira com a União durante entrevista à Inter TV nesta terça-feira (1).

Kalil tem 65 anos e é empresário e engenheiro civil. Ele ficou conhecido por ter sido presidente do clube Atlético Mineiro entre 2008 e 2014. Na política, Kalil foi eleito prefeito de Belo Horizonte em 2016 e reeleito no primeiro turno em 2020.

Com uma dívida de mais de R$ 188 bilhões com a União, em dezembro de 2025, o governo federal autorizou a adesão do estado ao Propag, que permite a quitação do débito em até 30 anos.

Para Kalil, o atual modelo estipulado para o pagamento comprometerá a capacidade de investimento do estado nos próximos anos e afetará áreas como saúde, educação, segurança pública e infraestrutura. Por esse motivo, ele afirmou que pretende renegociar os termos da dívida - a qual chamou de "impagável" - diretamente com o governo federal.

"Em cinco anos vão sacar de Minas Gerais R$ 165 bilhões, ou seja, mais do que o orçamento inteiro de Minas Gerais em cinco anos", declarou.

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Recompor o efetivo policial, reforçar rondas em áreas rurais e ampliar a rede de atendimento especializado às vítimas de violência doméstica estão entre as propostas de Alexandre Kalil (PDT), candidato ao governo de Minas Gerais, para a área de segurança.

"Não pode continuar as prefeituras abastecendo carro [de polícia] por isso também. Nós precisamos de 7 mil homens em investigação. Nós precisamos da polícia continuar treinando", afirmou.

Ainda sobre a estrutura das forças de segurança, Kalil afirmou que a capacitação dos profissionais precisa ser retomada.

"Em 2025, não houve um treinamento da Polícia Militar de Minas Gerais", disse.

Questionado sobre a proteção às mulheres vítimas de violência, o candidato defendeu a ampliação da rede de atendimento especializado no interior do estado.

Segundo ele, além da criação de novas delegacias especializadas, é necessário ampliar os serviços de acolhimento.

"Precisamos de delegadas e precisamos de centro de acolhimento", afirmou.

Na área da educação, Kalil defendeu mudanças no ensino médio para aproximar os estudantes do mercado de trabalho e reduzir a evasão escolar.

Segundo ele, a proposta prevê a integração entre escolas, universidades, empresas e programas de aprendizagem, respeitando as características econômicas de cada região.

"Nós vamos integrar esse menino com meio expediente na sala de aula", afirmou. De acordo com o candidato, a intenção é criar oportunidades para que os jovens tenham formação técnica e contato com o mercado de trabalho ainda durante os estudos.

Candidato foi o segundo a participar de rodada de entrevistas

Kalil também criticou o modelo de ensino integral aplicado de forma generalizada. " Você não vai levar o menino em tempo integral, porque isso é de um cinismo louco", disse.

O candidato defendeu ainda a valorização dos professores por meio da revisão dos planos de carreira e da melhoria das condições de trabalho. Ao citar sua passagem pela Prefeitura de Belo Horizonte, afirmou que concedeu reajustes salariais à categoria.

"Como eu fiz, dando um aumento de 125% para as professoras municipais em Belo Horizonte durante seis anos", declarou.

Segundo Kalil, é necessário direcionar mais recursos para os professores e para a rede pública de ensino. "Nós temos que requalificar esse quadro, colocar esse quadro na importância que ele tem", afirmou.

Nas considerações finais, Kalil voltou a atribuir parte dos problemas enfrentados pelo estado à situação fiscal e afirmou que serviços essenciais têm sido prejudicados nos últimos anos.

"Não tem médicos, não temos atendimento. Eu avisei isso há quatro anos que nós iríamos ter esse problema", declarou.

O candidato disse que sua prioridade será renegociar a dívida com a União para recuperar a capacidade de investimento do estado e voltou a defender sua experiência administrativa.

"A minha proposta é recuperar o nosso estado. Como? Avisando ao Governo Federal, seja ele o Lula ou o Bolsonaro, que aqui temos o segundo estado. E aqui nós temos um homem que governou, que sabe governar, que abriu hospital, que pôs médico, que pôs posto de saúde, que deu segurança na cidade dele", afirmou.

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