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Famílias que se mudaram para casas novas em condomínio de Sorocaba vivem há mais de dois meses sem energia elétrica

Famílias estão há meses sem energia após receberem casas em condomínio de Sorocaba

G1 — Brasil · 2026-09-01T17:25:46.000Z

Famílias estão há meses sem energia após receberem casas em condomínio de Sorocaba

Mais de 80 famílias que se mudaram para um condomínio de casas na região do bairro Lopes de Oliveira, zona norte de Sorocaba (SP), estão no escuro desde que receberam as chaves do imóvel. O drama já dura mais de dois meses.

Com a situação, os moradores vivem dificuldades para fazer coisas simples do dia a dia. Tomar banho e armazenar produtos que dependem de refrigeração são desafios.

"O sonho da casa própria virou esse pesadelo todo, onde cada dia uma história diferente nos é contada. Temos crianças, não podemos tomar um banho digno, fazer o uso de geladeira e nem mesmo luzes dentro de casa. Vivemos com luzes de emergência e à mercê da construtora e CPFL para resolver essa questão que infelizmente foge do nosso poder", afirma Jenifer Cristina Saboto, uma das moradoras do local.

Moradores do condomínio Villagio Di Santorini, em Sorocaba (SP), estão no escuro desde que receberam as chaves do imóvel

Conforme Conrado Henrique Correa, que também tem imóvel no local, o problema está no diâmetro da fiação que, segundo ele, está fora dos padrões de segurança exigidos pelas normas brasileiras. Para resolver o problema, ele teve que gastar R$ 1,2 mil com material e o mesmo valor com mão de obra.

Miguel Salles se casou em dezembro de 2025 e teve que deixar os móveis na casa de parentes. Outros moradores reclamam também que a roupa acumula, já que eles não têm onde lavar.

Em alguns casos, a solução é gastar com lavanderia. Na única casa onde a luz está ligada, a energia funciona apenas em parte dos cômodos. Na residência há quatro crianças.

Problema estaria no diâmetro da fiação, fora dos padrões de segurança exigidos pelas normas brasileiras

O que dizem a concessionária e a construtora

A construtora Amorim Coutinho, responsável pela construção do condomínio Villagio Di Santorini, afirmou que, no relatório emitido pela concessionária de energia elétrica, constaram exigências documentais que "em sua grande maioria, já constam anexadas e validadas no próprio sistema digital da CPFL em etapas pretéritas, fato que nos fez questionar o motivo de novos pedidos nesta etapa tão avançada de vistoria de documentos já apresentados".

A CPFL Piratininga informou que a conclusão do processo de energização do empreendimento depende da regularização de pendências técnicas e documentais identificadas durante as etapas de inspeção e validação das instalações elétricas.

"As adequações solicitadas visam garantir o atendimento aos requisitos regulatórios e aos padrões de segurança aplicáveis, sendo condições necessárias para a conexão definitiva das instalações à rede de distribuição", afirma.

Condomínio fica na região do bairro Lopes de Oliveira, zona norte de Sorocaba (SP)

A concessionária diz, ainda, que todas as orientações e apontamentos foram formalmente comunicados aos responsáveis pelo empreendimento.

"Após a regularização dos itens indicados e a aprovação das respectivas verificações técnicas, o processo poderá ter continuidade. A CPFL reforça que os procedimentos adotados têm como objetivo assegurar a segurança das instalações, a confiabilidade do sistema elétrico e o atendimento às exigências regulatórias vigentes".

Já a Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (Seplan) informou que o Habite-se do local foi emitido com base nas informações declaradas pelo responsável técnico da obra. "Neste caso, cabe ao proprietário ou responsável pela obra acionar a concessionária de energia".

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