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O tabuleiro da NFC Leste: como tabelas podem afetar Cowboys, Eagles e Giants
ge — Futebol · 2026-09-01T18:00:19.000Z
O tabuleiro da NFC Leste: como tabelas podem afetar Cowboys, Eagles e Giants
Um estudo publicado pela revista científica Brittish Medical Journal (BMJ) na semana passada indica uma taxa de pelo menos 24,5% de presença de encefalopatia traumática crônica (ETC) nos cérebros de ex-jogadores da NFL que morreram entre 2016 e 2021. Esta proporção pode ser ainda maior, já que muitos dos atletas mortos neste período não tiveram os cérebros examinados.
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A encefalopatia traumática crônica (ETC), uma doença degenerativa do cérebro que causa perda de memória, depressão e mudanças súbitas de humor, entre outros sintomas, só pode ser diagnosticada após a morte. Por isso, a maioria das pesquisas depende de cérebros doados pelos jogadores e suas famílias. A pesquisa publicada pelo BMJ contabilizou um período em que houve mais doações de cérebros para investigação de ETC, entre 2016 e 2021, e comparou com o total de mortes de atletas que jogaram pelo menos uma partida oficial na NFL e morreram no mesmo período, usando informações disponíveis em seus certificados de morte.
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Foram 878 jogadores mortos entre 2016 e 2021. Desses, 215 tinham algum nível de ETC diagnosticado, ou 24,5% do total de mortes.
No entanto, a proporção pode ser ainda maior, já que 643 desses jogadores mortos não tiveram seus cérebros examinados. Segundo o Dr. Daniel Daneshvar, um dos líderes do estudo, a estimativa de cerca de 25% é "baixa"; a máxima prevalência possível de ETC, de acordo com a pesquisa, é de cerca de 97%, mas a verdadeira taxa deve estar "em algum lugar no meio", disse Daneshvar. O BMJ espera produzir um estudo subsequente nos próximos meses com uma estimativa da taxa geral de ETC em todos os jogadores da NFL no momento de sua morte.
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— Nós sabemos o que está causando isso. É uma doença neurodegenerativa onde sabemos e temos controle completo sobre o risco. E entender a extensão desse risco é um dos passos para garantir que possamos mitigar e diminuir esse risco - afirmou Daneshvar, que acredita que impedir que crianças joguem futebol americano com tackles (a modalidade praticada na NFL) e eliminar contato durante os treinos poderia diminuir o potencial de desenvolvimento de ETC sem mudar o jogo.
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A NFL disse em comunicado oficial sobre o resultado do estudo que "continuamente se esforça em tornar o jogo do futebol americano mais seguro, incluindo a implementação de estratégias para reduzir concussões e impactos na cabeça. A NFL permanece comprometida a garantir que a comunidade da NFL tenha acesso a um conjunto robusto e em expansão de recursos para melhorar seu bem-estar mental e físico".
Também na semana passada, a NFL e a Associação de Jogadores da NFL (NFLPA) anunciaram o lançamento da Rede de Saúde Comportamental (BHN, na sigla em inglês). A iniciativa pretende expandir o acesso de jogadores atuais e aposentados a serviços de saúde mental. O serviço oferece cobertura 100% garantida dos custos, sem coparticipação.
Sobre a pesquisa, a NFLPA emitiu um comunicado no qual afirma que "este estudo é um lembrete que faz refletir seriamente sobre o fato que o futebol americano traz riscos reais, e esses riscos podem ter consequências permanentes para jogadores e suas famílias. (...) As descobertas devem servir como uma chamada para ação por todo o ecossistema do futebol americano. Todos nós compartilhamos uma responsabilidade para avançar nas pesquisas, melhorar acesso ao cuidado, desenvolver melhores tratamentos e apoiar aqueles afetados pelos impactos a longo prazo do jogo."