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Arthur Lira (PP)
G1 — Brasil · 2026-09-01T18:27:01.000Z
Arthur Lira (PP)
O candidato ao Senado por Alagoas, Arthur Lira (PP), afirmou que o fim da escala 6x1 pode provocar desemprego em alguns setores da economia. Ele também disse que pontos turísticos do Litoral Norte do estado estão “dominados por facção” e criticou a regulação da saúde em Alagoas.
As declarações foram dadas nesta terça-feira (1º), durante sabatina da TV Ponta Verde.
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A entrevista faz parte de uma série de sabatinas da TV Ponta Verde com candidatos ao Senado por Alagoas. O próximo entrevistado será Davi Davino Filho (Republicanos), nesta quarta-feira (2).
Lira também falou sobre saúde, educação, cotas raciais, primeira infância e segurança pública. Segundo ele, caso seja eleito senador, pretende atuar para ampliar recursos destinados aos municípios e defender mudanças na legislação de combate ao crime organizado.
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Durante a entrevista, Lira afirmou que organizações criminosas avançaram sobre cidades do Litoral Norte de Alagoas e citou municípios que estão entre os principais destinos turísticos do estado. O candidato citou São Miguel dos Milagres, Porto de Pedras, Passo de Camaragibe, Japaratinga e Maragogi e disse que o tráfico tem interferido na rotina dos moradores dessas regiões.
“O tráfico está tomando conta da vida das pessoas e o Estado está leniente”, declarou.
Lira defendeu o endurecimento das penas para integrantes de organizações criminosas e afirmou que pessoas condenadas por crimes ligados a facções não deveriam ter direito à progressão de pena.
Segundo ele, esses presos também deveriam cumprir pena em unidades de segurança máxima, separados de condenados por crimes de menor potencial ofensivo.
O candidato também defendeu maior atuação das Forças Armadas e da Polícia Federal nas fronteiras do país para impedir a entrada de drogas e armas.
Questionado sobre o debate no Congresso Nacional para reduzir a jornada de trabalho e acabar com a escala 6x1, Lira afirmou que a discussão ainda é “prematura” e disse que uma mudança pode elevar os custos de empresas.
Segundo o candidato, apesar de a proposta ser popular e beneficiar trabalhadores, determinados setores podem reduzir postos de trabalho caso precisem aumentar a quantidade de funcionários para manter o funcionamento dos serviços.
“Tem muitos setores que vão desempregar porque não vão aguentar a rotatividade de funcionários para manter os seus serviços funcionando”, afirmou.
Lira também disse que mudanças no perfil dos trabalhadores precisam ser consideradas na discussão sobre a legislação trabalhista. Segundo ele, parte da população tem buscado atividades autônomas e negócios próprios em vez de empregos com carteira assinada.
Na área da saúde, Lira criticou o sistema de regulação de pacientes em Alagoas e afirmou que moradores precisam percorrer grandes distâncias para receber atendimento.
“A regulação da saúde do estado de Alagoas é capenga, ela é para privilegiar alguns, ela não pensa na população mais carente”, disse.
O candidato citou casos de pacientes do interior encaminhados para municípios de outras regiões para procedimentos médicos e defendeu uma reorganização do atendimento.
Lira também afirmou que pretende continuar destinando recursos por meio de emendas parlamentares para o custeio da atenção básica e de serviços de média e alta complexidade nos municípios.
Segundo ele, a ampliação do atendimento no interior pode reduzir a quantidade de pacientes que precisam buscar hospitais em Maceió.
Ao responder uma pergunta sobre combate ao racismo, Lira defendeu políticas públicas voltadas à redução das desigualdades sociais e afirmou que as cotas são importantes, mas não deveriam funcionar como uma política permanente.
“Cotas, no mundo, elas servem sim como incentivo; não podem ser uma política pública permanente”, afirmou.
Segundo o candidato, investimentos em educação, saúde, geração de emprego e oportunidades devem ser usados para reduzir as desigualdades que atingem principalmente a população de baixa renda.
Lira também afirmou que políticas de inclusão precisam ampliar as oportunidades de ascensão social da população alagoana.
Na educação, Lira defendeu a valorização dos professores, mas afirmou que a remuneração também deve considerar resultados apresentados pelos profissionais.
“A gente sempre prestigiou a categoria dos professores; é uma categoria que precisa ser muito bem remunerada, deve ser muito bem remunerada, mas a gente defende também que tenha um medidor mais efetivo de meritocracia”, afirmou.
Segundo o candidato, mecanismos de avaliação e programas de incentivo podem ajudar a melhorar os indicadores educacionais do estado.
Lira também mencionou a taxa de analfabetismo de Alagoas e afirmou que União, estados e municípios precisam atuar para reduzir os índices.
Lira defendeu a ampliação do número de creches e escolas em tempo integral para crianças na primeira infância.
Segundo ele, aumentar a oferta de vagas permite que mães que não têm condições de pagar por cuidadores possam trabalhar enquanto os filhos permanecem em um ambiente adequado.
O candidato citou o programa Gigantinhos, implantado em Maceió, e afirmou que iniciativas semelhantes deveriam ser ampliadas para outras cidades de Alagoas.
Lira disse ainda que, no Senado, pretende atuar para liberar recursos federais destinados à construção e manutenção de creches.