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Como irmãos Razuk deixaram a prisão após 14 dias detidos por rifas de carros de luxo

Eduardo Razuk: influencer é preso suspeito de fazer rifas ilegais de carros de luxo

G1 — Brasil · 2026-09-01T19:54:46.000Z

Eduardo Razuk: influencer é preso suspeito de fazer rifas ilegais de carros de luxo

O influenciador digital Eduardo Razuk e o irmão, Rafael Razuk, foram soltos nesta segunda-feira (31), após 14 dias de prisão preventiva. Os advogados de defesa, Tiago Bunning e João Paulo Calvez, afirmam que as medidas cautelares determinadas pela Justiça já eram suficientes para garantir o andamento da investigação.

🔎 Os irmãos foram presos em 18 de agosto, durante uma operação da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc). A investigação apura suspeitas de lavagem de dinheiro, associação criminosa e exploração ilegal de loterias.

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Em nota, a defesa de Eduardo afirmou que comprovou a legalidade dos sorteios divulgados pelo influenciador nas redes sociais.

Os advogados também defendem que as medidas cautelares cumpridas durante a Operação Rodas da Sorte, como busca e apreensão, sequestro de bens e suspensão das redes sociais, já são suficientes para assegurar a investigação.

Segundo a defesa, com essas medidas, os investigados não têm como manipular provas e, por isso, não haveria justificativa para a prisão preventiva.

A defesa de Rafael informou que a liberdade do investigado não coloca em risco a investigação ou a sociedade, tornando desnecessária a prisão.

“Ninguém pode ser considerado culpado e preso antes de uma sentença. Esse princípio vale para todos, em qualquer processo, e foi respeitado pela decisão”, informou a defesa em nota.

Na decisão, a juíza May Melke Siravegna afirmou que, com a conclusão do inquérito e a realização das diligências consideradas necessárias pela autoridade policial, o risco de interferência dos investigados na produção de provas foi reduzido.

A magistrada afirmou que a prisão preventiva não é mais necessária e que, no atual estágio da investigação, é suficiente substituí-la por outras medidas cautelares.

Segundo a juíza, houve uma mudança no cenário desde a decretação da prisão preventiva, que ocorreu antes da deflagração da operação, quando ainda era necessário garantir o cumprimento de uma série de medidas, como buscas e apreensões, bloqueios patrimoniais, sequestro de bens, apreensão de dispositivos eletrônicos e restrições relacionadas às redes sociais utilizadas na atividade investigada.

As medidas foram cumpridas, conforme a decisão.

A magistrada também afirmou que a investigação policial foi concluída, com a apresentação do relatório final, e que o procedimento aguarda apenas a análise do Ministério Público para eventual oferecimento de denúncia.

A juíza considerou que, embora o Ministério Público tenha informado que perícias e análises técnicas ainda poderiam estar em andamento, isso, por si só, não demonstra risco concreto de que os investigados, em liberdade, tenham meios de alterar ou suprimir elementos já apreendidos e sob custódia.

Ainda segundo a decisão, os irmãos deverão cumprir as seguintes medidas cautelares:

comparecimento pessoal e mensal em juízo, enquanto perdurar a necessidade da medida, para informar e justificar suas atividades;

proibição de se ausentar do território nacional, com entrega do passaporte em juízo no prazo de 48 horas após o cumprimento do alvará de soltura;

manutenção integral das demais medidas decorrentes das cautelares já determinadas.

Eduardo Razuk foi preso em Campo Grande.

Relembre o caso

Eduardo Razuk é influenciador digital e promovia rifas de carros de luxo com valores a partir de R$ 1,49 em plataformas digitais. Nas redes sociais, ele acumulava mais de 2 milhões de seguidores e publicava vídeos dirigindo e mostrando os veículos.

Durante a operação, mandados foram cumpridos em pelo menos dois endereços em Campo Grande: uma residência na Rua Tricordiano, na Vila Vilas Boas, e um galpão na Travessa da Ema. Ao menos oito veículos de luxo foram apreendidos no galpão.

Nas redes sociais, Razuk exibia modelos como o Volkswagen Arteon Shooting Brake, avaliado em cerca de R$ 1 milhão; o BMW M4, com preço a partir de R$ 908.950 no Brasil; e o Porsche 911, cujo valor inicial se aproxima de R$ 1 milhão. Ele também publicava imagens de um Golf GTI, modelo que tem apelo entre colecionadores.

Segundo a investigação, os veículos apreendidos têm valores que variam de dezenas de milhares de reais a mais de R$ 1 milhão. Juntos, eles podem superar R$ 100 milhões, conforme estimativa da investigação.

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