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A Procuradoria-Geral da República (PGR) maninfestou nesta terça-feira (1) pela nulidade da ordem dada pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF).
G1 — Política · 2026-09-01T22:36:47.000Z
A Procuradoria-Geral da República (PGR) maninfestou nesta terça-feira (1) pela nulidade da ordem dada pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF).
Uma troca de mensagens entre Alexandre de Moraes, do STF, e Daniel Vorcaro, sinaliza que o ministro discutia com o ex-dono do Banco Master a possibilidade de a Polícia Federal (PF) deflagrar uma operação que teria o ex-banqueiro como alvo.
Os diálogos estão em um relatório enviado pela PF ao STF, que teve o sigilo retirado pelo ministro André Mendonça. O material também foi enviado para manifestação da PGR, agora divulgada.
No documento, o procurador-geral da República, Paulo Gonet faz críticas ao ministro André Mendonça.
"Se a autoridade policial deve interromper as suas investigações para que sobre elas delibere o órgão do Judiciário encarregado do julgamento, com maioria de razão não deve o relator admitir e nem determinar que um Colega da Corte seja escrutinado. Na realidade, o relator nem sequer detém competência para dirigir as ações policiais contra alvos que resolva mirar. Quem investiga, na fase pré-processual é polícia judiciária, cabendo ao Ministério Público, como órgão de acusação, com a titularidade única para propor a ação penal, igualmente buscar elementos de convicção", diz o texto.
Ao juiz não cabe acusar, menos ainda ao juiz cabe realizar
investigações pré-processuais. Não lhe é dado valer-se da polícia
judiciária como sua longa manus para atividades que não lhe foram
assinaladas. Paradigmáticas decisões do Supremo Tribunal Federal não
deixam dúvida de que a assunção pelo juiz de funções alheias às suas é
causa de nulidade, que afeta os resultados da ação malsinada.