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Santos x Palmeiras: Ricardo Oliveira relembra rivalidade e encontro com Prass no banco

Ricardo Oliveira sobre encontro com Prass em banco: "Acharam que a gente ia se estranhar"

ge — Futebol · 2026-09-02T12:28:55.000Z

Ricardo Oliveira sobre encontro com Prass em banco: "Acharam que a gente ia se estranhar"

Às vésperas do clássico entre Palmeiras e Santos, nesta quarta-feira, às 21h30 (de Brasília), pelo jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil, o ex-atacante Ricardo Oliveira relembrou a rivalidade no Clássico da Saudade que marcou sua passagem pela Vila Belmiro.

Em entrevista à ge tv, o ex-atacante relembrou os duelos contra o Palmeiras na temporada de 2015 e entrou em detalhes sobre as polêmicas que protagonizou com Fernando Prass, ex-goleiro da equipe alviverde.

Contratado no início daquele ano, Ricardo foi um dos destaques da equipe santista, que tinha nomes como Lucas Lima e Gabigol. Aos 35 anos, o camisa 9 terminou a temporada como artilheiro do Campeonato Brasileiro, com 20 gols.

Fernando Prass e Ricardo Oliveira em Palmeiras x Santos

Santos e Palmeiras se enfrentaram sete vezes em 2015, com quatro vitórias do Peixe e três do clube alviverde. A primeira grande decisão entre as equipes naquele ano foi a final do Campeonato Paulista, vencida pelo time de Ricardo Oliveira nos pênaltis.

Três meses depois, na partida do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, Prass e Ricardo Oliveira se desentenderam antes de uma cobrança de escanteio e trocaram acusações após o clássico.

Palmeiras x Santos Fernando Prass Ricardo Oliveira

— O torcedor do Santos gosta de se sentir representado dentro do campo, e eu sinto que consegui transmitir para eles. E, do outro lado, o Prass também teve esse sentimento. É claro que um comportamento ou outro foge do seu controle, porque somos seres emocionais. Teve momentos que a gente se provocou, mas confesso que tudo isso ficou dentro do campo — explicou Ricardo.

Clima de final

Um mês antes da final da Copa do Brasil, Santos e Palmeiras entraram em campo pelo jogo do returno do Brasileirão. A equipe da Vila Belmiro venceu por 2 a 1, e Ricardo Oliveira adicionou um toque a mais de provocação ao duelo decisivo que se aproximava. O ex-centroavante comemorou um gol fazendo careta, que foi interpretada como deboche pelos jogadores do time alviverde.

Ricardo Oliveira rememora rivalidade com Fernando Prass em 2015

A decisão chegou, e o Palmeiras venceu a Copa do Brasil nos pênaltis, com a última cobrança sendo marcada por Fernando Prass. Na comemoração do título, os jogadores do time alviverde responderam à provocação, e celebraram a conquista usando máscaras com a careta de Ricardo Oliveira.

— Como aquele que tomou a iniciativa de provocar, eu medi as consequências se o caso desse errado. Está tudo certo. Eu consegui entrar na cabeça de geral, os caras só pensavam em mim. Eu falei para os meus companheiros que se a gente ganhasse a Copa do Brasil, eu fazia questão de meter a careta, eu ia arrumar uma máscara lá dentro. Provoquei, fui provocado, teve o troco e está tudo bem — afirmou o ex-atacante.

Ricardo Oliveira sobre o Palmeiras em 2015: "Se fosse campeão, eu ia arrumar uma máscara"

Para o ex-centroavante, a falta de eficiência do Santos na partida de ida deu ânimo ao Palmeiras para o jogo de volta. Apesar de ter vencido em casa por 1 a 0, o Peixe desperdiçou um pênalti com Gabigol e uma chance clara com Nilson, no final da Partida.

Segundo Ricardo Oliveira, mesmo com o triunfo, o clima no vestiário foi de preocupação. O ex-atacante afirma que, após o apito final, percebeu os jogadores e a torcida lamentando a equipe não ter construído uma vantagem maior para a partida de volta no estádio do Palmeiras.

Jogadores do Palmeiras comemoraram título da Copa do Brasil com careta de Ricardo Oliveira

Cesar Greco \ Ag. Palmeiras

Na grande decisão, o time alviverde abriu 2 a 0 com dois gols de Dudu. Já nos minutos finais, Ricardo Oliveira descontou para o Santos e levou a partida para a disputa por pênaltis.

— Nós fizemos um jogo muito ruim, e mesmo assim, a gente estava brigando, a gente precisava de um gol para levar para os pênaltis. Eu consegui fazer o gol, e falei para todos que o jogo tinha voltado para a gente. Infelizmente, eles foram mais eficientes nos pênaltis e saíram campeões — analisa o ex-atacante.

De acordo com o ex-centroavante, mesmo com a rivalidade com Prass dentro de campo, o clima era amistoso fora das quatro linhas. Ele explica que via o goleiro com frequência, já que moravam no mesmo condomínio. Em uma dessas ocasiões, Ricardo lembra que ambos se encontraram na fila de uma agência bancária.

— O gerente era muito palmeirense. Eu estava conversando com ele e, de repente vejo que ele toma um susto. Quando olho para trás, vi que o Prass estava na fila. E aí problema nenhum, terminei o atendimento, cumprimentei o Prass e fui embora. Outro dia voltei na agência e o gerente disse que tomou um susto porque achou que a gente ia se estranhar aqui no banco — relembra o ex-jogador.

— Dentro do campo a gente se transformava, cada um defendia seu lado com muita vontade. E se saiu alguma palavra desnecessária, é pelo calor do jogo, mas sempre fica o respeito e a admiração pela pessoa e pelo profissional. São coisas que aconteciam, mas sempre no jogo seguinte a gente olhava no olho, cumprimentava um ao outro, desejava boa sorte, fazia parte do jogo — complementa.

Neymar e Gabigol

Ricardo Oliveira estará presente nas tribunas da Vila Belmiro para o confronto de volta das quartas da Copa do Brasil. O ex-atacante explica que gosta de frequentar o estádio e sentir o carinho dos torcedores.

Embora o Palmeiras tenha vencido a partida de ida por 3 a 0, o ex-jogador acredita que o Santos tem chances de reverter o placar. Para isso, ele aposta na dupla Neymar e Gabigol como trunfos do Peixe para o confronto.

Ricardo Oliveira elogia performance de Neymar após a Copa: "Ele feliz é um perigo"

Ricardo Oliveira atuou ao lado de ambos os jogadores. Ele formou a dupla de ataque com Gabigol no Santos nos anos de 2015 e 2016, além de ter divido o campo com Neymar em duas oportunidades pela Seleção.

— Eu acho que é palpável uma classificação. O Santos não tem nada a perder, e se achar um gol cedo, a Vila vem abaixo. Eu acho o Gabigol um dos melhores 9 que temos no país. E o Neymar cresceu muito após a Copa do Mundo. Ele está solto, feliz. E o Neymar feliz é um perigo. Que alegria de vê-lo assim. Tenho certeza que o torcedor vai encher a Vila e criar aquele ambiente para empurrar o Santos — disse.

* Colaborou sob supervisão de Felipe Zito.

Neymar e Gabigol em Santos x Macará

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