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GDF deve apresentar novas propostas para tentar destravar empréstimo de R$ 6,6 bi para BRB
G1 — Brasil · 2026-09-02T13:32:15.000Z
GDF deve apresentar novas propostas para tentar destravar empréstimo de R$ 6,6 bi para BRB
O Ministério da Fazenda recusou uma reunião solicitada pelo governo do Distrito Federal para discutir o empréstimo bilionário de socorro ao Banco de Brasília (BRB), que, atualmente, encontra-se em crise por causa de negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025.
A reunião foi solicitada no dia 20 de agosto. Em documento assinado na segunda-feira (31), o ministério afirma que a estruturação e a execução da operação "não se inserem nas atribuições do Governo Federal", pontuando que isso "nunca impediu" que a pasta "ajudasse no que coubesse".
No entanto, afirma que o entendimento é de que é necessária a articulação, pelo DF, com instituições financeiras e demais agentes do mercado, "inclusive para a definição dos elementos concretos da operação".
"Sem prejuízo dessa articulação, permanecemos à disposição para participar das reuniões e auxiliar na coordenação dos encaminhamentos necessários à implementação da operação", diz o ofício.
A reportagem tenta contato com o GDF.
O que gerou a crise do BRB?
Governadora do Distrito Federal, Celina Leão, em audiência de conciliação no STF sobre o empréstimo do BRB
A atual crise do BRB está ligada às negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que somaram R$ 30 bilhões segundo dados do próprio banco.
Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero e apontou um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias – incluindo boa parte dessas transações.
Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. A PF afirma que ele teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem seguir práticas adequadas de governança.
O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos do Master comprados pelo BRB são títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. Na prática, "crédito podre" que pode se transformar em um rombo no patrimônio do banco.
O governo diz que consegue recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte desses títulos ruins com outras medidas – mas precisaria de um empréstimo para os outros R$ 6,6 bilhões.
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