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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira (2) o projeto que amplia o atendimento de urgências cardiovasculares no Sistema Único de Saúde (SUS).
G1 — Política · 2026-09-02T15:03:47.000Z
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta quarta-feira (2) o projeto que amplia o atendimento de urgências cardiovasculares no Sistema Único de Saúde (SUS).
Com a medida, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) passam a contar com medicamentos trombolíticos em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
Esses medicamentos são usados para dissolver coágulos que bloqueiam a circulação do sangue. Em determinados casos, como no infarto, o tratamento pode ajudar a restabelecer o fluxo sanguíneo e reduzir os danos ao coração.
O objetivo é reduzir as mortes provocadas por doenças cardiovasculares e ampliar o acesso ao tratamento, principalmente para pessoas que vivem longe de hospitais com estrutura especializada (leia mais abaixo).
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A rapidez no atendimento é fundamental porque, em emergências cardiovasculares, quanto maior o tempo entre o início dos sintomas e o tratamento, maior o risco de complicações, sequelas e morte.
Nesses casos, a possibilidade de administrar o trombolítico ainda na UPA pode antecipar o início do atendimento, sem que o paciente precise esperar a transferência para uma unidade hospitalar especializada.
Segundo a proposta, as novas regras deverão ser implementadas em até 180 dias após a sanção. Esse período servirá para a adaptação do SUS e das unidades de atendimento aos novos protocolos.
O texto havia sido aprovado pelo Senado Federal em agosto de 2026. Na ocasião, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) enviou a Lula um pedido de urgência na sanção da medida.
Na carta, a entidade destacou que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no país e chamou atenção para a importância do atendimento rápido em casos de infarto.
Segundo a SBC, parte da população, principalmente quem vive fora dos grandes centros urbanos, não consegue chegar a tempo a hospitais que oferecem hemodinâmica.
Para esses pacientes, o uso de trombolíticos nas próprias UPAs pode permitir que o tratamento seja iniciado dentro do período considerado adequado para reduzir os danos provocados pela interrupção do fluxo de sangue para o coração.
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Jornal Nacional/ Reprodução