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Atlético-MG 2 x 1 Cruzeiro | Melhores momentos | Quartas de final | Copa do Brasil 2026
ge — Futebol · 2026-09-02T15:51:17.000Z
Atlético-MG 2 x 1 Cruzeiro | Melhores momentos | Quartas de final | Copa do Brasil 2026
O Atlético-MG venceu o Cruzeiro por 2 a 1, de virada, e avançou à semifinal da Copa do Brasil. Kaio Jorge marcou de pênalti no primeiro tempo, e no segundo tempo, Victor Hugo e Fred fizeram os gols da virada.
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O jogo foi marcado pelo domínio do Atlético-MG, que controlou a primeira etapa e cresceu após a polêmica expulsão de Villalba, que definiu o segundo tempo.
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Num jogo com tantos protagonistas, vamos focar nele: Eduardo Domínguez.
O "Barba" chegou com desconfiança no Galo, mas provou sua qualidade com um estilo rápido e direto. Foram a partir do "Barbabol" que o Atlético conseguiu superar a adversidade de sair perdendo após um bom primeiro tempo e virar nos pés de duas escolhas: o meia Victor Hugo e Fred, o grande craque da noite.
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ATLÉTICO COMEÇA EM CIMA NO PRIMEIRO TEMPO
O Galo jogou num 4-2-3-1 com Fred mais avançado, na linha de meias com Cuello pela direita e Bernard pela esquerda. Cassierra era o centroavante.
A prioridade era sufocar a saída do adversário, roubar a bola e buscar passes verticais para o ataque. Cuello era o principal caminho. Aberto pela direita, atacava Villalba em velocidade. Wesley demorava para voltar, e o lateral precisava sair para o duelo com pouca cobertura.
Dois lances demonstram bem o "Barbabol":
2': Cassierra cabeceou na trave após cobrança de Bernard.
6': Bernard recebeu dentro da área e parou em Otávio. Fred pegou o rebote e finalizou por cima.
Atlético-MG pressionava com Fred mais avançado. Ideia era jogar em velocidade
RUAN SAI E O CRUZEIRO CRESCE
Após os minutos inicias de pressão, o jogo ficou mais equilibrado. Se fosse na Copa do Mundo, falaríamos do intervalo de hidratação. Mas o que aconteceu foi que o Cruzeiro se ajustou e passou a dar mais a bola ao Galo.
Com isso, a tática era buscar Fred, o grande articulador da noite: foi camisa dez, camisa oito, camisa nove...era ele que vinha buscar a bola por dentro, lá de Castaño. Observe, na imagem, que Bernard também buscava o centro, congestionando a defesa do Cruzeiro.
Galo fica mais com a bola. Cruzeiro passa a equilibrar o jogo
Mas foi a partir dos 17' que o Cruzeiro começou a dominar e chegou ao gol. Ruan sentiu uma lesão e deu lugar a Vitão.
Com isso, Matheus Pereira passou a receber entre o meio e a defesa atleticana, e Kaio Jorge começou a jogar sobre o novo zagueiro. Dois lances mostram esse domínio de 15 minutos do lado celeste:
18': Matheus Pereira encontrou espaço e finalizou com perigo. O lance marcou o início do melhor período cruzeirense.
30': Kaio Jorge puxou Vitão para dentro da área, protegeu a frente do lance e recebeu a carga pelas costas. O atacante cobrou o pênalti e abriu o placar.
Kaio Jorge e Ruan não se cumprimentaram antes do clássico!
Após o gol, o Atlético retomou a pressão. Cassierra teve uma cabeçada salva por Kaio Jorge sobre a linha. Bernard também recebeu uma oportunidade clara e furou na conclusão.
Aos 42':, Villalba recebeu o primeiro cartão amarelo. O lateral já enfrentava dificuldades nos duelos com Cuello e passou a atuar sob maior risco naquele corredor.
Segundo o Barba, faltava mais precisão nas definições: “Em todas as jogadas havia um companheiro livre. Se esperássemos um segundo e déssemos um passe a mais, teríamos muitas possibilidades e finalizaríamos em melhores condições.”
DOMÍNGUEZ MUDA O ATAQUE E GALO GANHA MOBILIDADE
O Atlético-MG voltou diferente. Reinier passou a jogar centralizado no 4-2-3-1, no lugar de Cassierra. Reinier saía mais da área e Castaño ganhou mais liberdade de movimentação. Com isso, Fred ficou ainda mais próximo do ataque, ganhando um papel de organização que foi fundamental no jogo.
Cuello também foi fundamental. Ele passou a jogar completamente aberto, abrindo o campo, na chamada "amplitude". Com isso, explorava um setor totalmente desprotegido: a esquerda do Cruzeiro. Veja, na imagem, essa organização
Fred avançava mais ao ataque e Cuello passou a explorar Villalba
ARTUR JORGE RESPONDE E VILLALBA É EXPULSO
Mais dominante, o Cruzeiro sentiu e não conseguia mais jogar. Foram 13 minutos de troca de passes, até dois lances definirem o segundo tempo:
58': Artur Jorge trocou Wesley por Kenji. A mudança renovava o fôlego no lado esquerdo e ajudava Villalba na cobertura de Cuello.
61': Cuello voltou a enfrentar Villalba. O lateral cometeu outra falta, recebeu o segundo amarelo e foi expulso.
A expulsão teve origem em duas táticas que o Galo aplicou muito bem no jogo: pressão e saída rápida pela direita. A imagem abaixo mostra o momento antes da expulsão: veja que Fred e mais dois pressionam um cruzeirense. É uma situação de três contra um! Enquanto isso, Cuello já corre, esperando a bola.
Não foi culpa apenas de Villalba. O sistema atleticano deixava ele descoberto.
Origem do lance da expulsão: sistema do Galo criava espaços
Artur Jorge explicou sua decisão de manter Villalba após o primeiro cartão:
Fizemos 13 faltas e tivemos sete cartões amarelos. Temos que confiar no que acreditamos e na forma como os jogadores se comportam dentro de campo. São decisões que cabem ao treinador.
Artur Jorge tecnico do Cruzeiro durante partida contra o Atletico-MG
CRUZEIRO MONTA O 5-3-1 E O ATLÉTICO CERCA A ÁREA
Aos 65', os dois treinadores mexeram:
No Cruzeiro, Matheus Henrique, Gabriel Rojas e Villarreal entraram nos lugares de Gerson, Matheus Pereira e Kaio Jorge.
No Atlético, Victor Hugo e Minda substituíram Bernard e Alan Franco. Domínguez já preparava as mudanças antes da expulsão. Castaño ficou como único volante.
Foi quando o Cruzeiro passou a jogar num 5-3-1 que já virou polêmica. Como tirar os 3 principais jogadores do time no maior clássico do ano? Para entender, Gerson havia pedido para sair por desconforto e Rojas recompôs o lado esquerdo. Kenji recuava para completar a linha de cinco.
O Barba entendeu que o caminho da virada começava a se desenhar aí. Aos 72', Scarpa entrou no lugar de Natanael.
E o Galo passou a dominar inteiramente a posse de bola jogando de uma forma diferente, como na imagem abaixo: Cuello e Minda bem abertos nos lados, Reinier e Victor Hugo dentro da área, buscando jogar em cima dos zagueiro e Fred mais atrás, pensando junto com Scarpa .
Novo desenho do Galo na virada
As saídas de Gerson, Matheus Pereira e Kaio Jorge reduziram a qualidade do primeiro passe. Villarreal ficou distante do meio e Kenji precisava arrancar de uma posição baixa. O Cruzeiro foi empurrado para perto do gol e não tinha mais alternativas para atacar.
Redação sportv analisa decisões de Artur Jorge no clássico Atlético-MG x Cruzeiro
Fred passou a receber logo à frente dos defensores. Castaño organizava a posse e Scarpa acrescentava qualidade à circulação. Foi nessa função, entre um camisa oito e dez, que ele criou as duas jogadas de gol:
77': Fred recebeu com espaço e encontrou Victor Hugo infiltrando entre os defensores. O meia girou e finalizou para empatar.
79': Victor Hugo acertou a trave após tabela por dentro. Sua entrada trouxe presença na área e tabelas por dentro.
88': Cuello avançou pela direita e cruzou. Victor Hugo fez o pivô e deixou a bola para Fred na entrada da área. O camisa 7 finalizou, a bola tocou na trave e entrou.
“Controlamos a bola, ocupamos os espaços intermediários e movimentamos o jogo de um lado para o outro. Isso deixou o campo muito grande para o rival e facilitou nossos ataques.”
Redação sportv destaca atuação de Fred clássico Atlético-MG x Cruzeiro
O Atlético terminou com 62% de posse, 28 finalizações contra 12 e oito chutes no gol contra quatro. Foram 19 tentativas dentro da área, diante de sete do Cruzeiro.
Muito se falará sobre a expulsão de Villalba, as mudanças de Artur Jorge e o recital de Fred. No fim, tudo estava conectado na mente de Barba Rodríguez, um dos protagonistas da noite. Ele desenhou ao menos dois times diferentes para aproveitar o contexto e saiu com uma classificação histórica para a semifinal da Copa do Brasil dos clássicos.
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