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Justiça bloqueia valores de venda de Allan para o Figueirense
ge — Futebol · 2026-09-02T17:51:03.000Z
Justiça bloqueia valores de venda de Allan para o Figueirense
A venda de Allan pelo Palmeiras ao Manchester City colocou milhões de reais ao alcance do Figueirense, mas também trouxe à tona uma dívida que pode superar o próprio valor que o clube teria a receber com a negociação. A Justiça de São Paulo determinou o bloqueio dos créditos alvinegros relacionados à transferência por causa de uma execução cujo valor apresentado pela credora chegou a R$ 36.632.747,06.
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A origem e a atualização da dívida foram apuradas pelo jornalista Rodrigo Faraco, da CBN Floripa e colunista do NSC Total. O débito nasceu de um empréstimo de R$ 3 milhões contraído em junho de 2018 pelo Figueirense Futebol Clube Ltda., durante o período em que o futebol era administrado no projeto com a Elephant Participações. Das 100 notas promissórias de R$ 30 mil emitidas na operação, 96 permaneceram em aberto, segundo a cobrança.
O principal de R$ 2,88 milhões cresceu principalmente pela remuneração contratual de 2,5% ao mês, calculada de forma cumulativa. Na planilha protocolada pela M&F Investimentos e Participações S.A., atual credora da execução, o débito alcança R$ 36,6 milhões.
O valor, porém, foi apresentado pela própria credora e ainda não representa, por si só, uma quantia definitivamente homologada pela Justiça. O bloqueio impede que créditos da venda de Allan sejam repassados diretamente ao Figueirense enquanto o caso é analisado.
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Do outro lado da conta estão os valores que o Figueirense teoricamente teria direito a receber. O clube chegou a possuir 30% de participação sobre uma futura negociação de Allan, mas vendeu 20 pontos percentuais ao Palmeiras em 2025, por R$ 1,6 milhão. Restaram, portanto, 10%. Considerando os € 40 milhões, essa fatia representa aproximadamente R$ 24 milhões.
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O Figueirense também tem direito ao mecanismo de solidariedade da Fifa por ter participado da formação de Allan. O percentual exato ainda depende do histórico de registros do jogador e do período reconhecido como formação. Em uma estimativa entre 0,25% e 0,75% do valor da transferência, o clube poderia ter direito a aproximadamente R$ 600 mil e R$ 1,8 milhão.
Só que os 10% restantes da participação na venda já estão cercados por outros compromissos. Metade desse percentual, equivalente a 5% da negociação, estaria vinculada a um empresário que emprestou dinheiro ao Figueirense em 2025. Esses 5% podem chegar a R$ 12 milhões caso todos os bônus sejam pagos.
Os outros 5% foram envolvidos em uma operação com o Athletico-PR, utilizada como garantia de um empréstimo. Na versão apresentada pelo Figueirense, a dívida está na casa dos R$ 8 milhões. Nesse cenário, dos cerca de R$ 12 milhões correspondentes aos 5% sobre a parte fixa, poderia restar aproximadamente R$ 4 milhões ao clube.
Veja a conta da venda de Allan para o Figueirense
Agora, Palmeiras e CBF terão de informar à Justiça quais valores efetivamente pertencem ao Figueirense, quem são os titulares dos créditos, como serão feitos os pagamentos e se existem cessões, garantias ou outras decisões sobre o mesmo dinheiro. Até que isso seja esclarecido, os recursos alcançados pela ordem judicial permanecem bloqueados.
Isso não significa que os R$ 36,6 milhões serão simplesmente descontados da venda, já que diferentes credores e garantias podem disputar os mesmos créditos. No retrato atual, porém, o negócio que poderia gerar até cerca de R$ 25,8 milhões ao Figueirense colocou diante do clube uma cobrança judicial ainda maior, além de compromissos anteriores sobre praticamente toda a participação mantida na transferência de Allan.
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