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Davi Davino defende tarifa zero e reforma administrativa

O candidato ao Senado por Alagoas Davi Davino Filho (Republicanos) afirmou que votaria a favor de uma proposta de tarifa zero no transporte público, apesar de considerar a medida “populista”, e defendeu uma reforma administrativa no serviço público.

G1 — Brasil · 2026-09-02T19:39:43.000Z

O candidato ao Senado por Alagoas Davi Davino Filho (Republicanos) afirmou que votaria a favor de uma proposta de tarifa zero no transporte público, apesar de considerar a medida “populista”, e defendeu uma reforma administrativa no serviço público.

As declarações foram dadas durante sabatina da TV Ponta Verde com candidatos ao Congresso.

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Transporte e BRT de Maceió

Questionado sobre a criação da tarifa zero no país, Davi afirmou que votaria a favor da medida caso ela chegasse ao Senado. No entanto, classificou a proposta como “populista” e disse que mudanças amplas na economia seriam necessárias para custear o transporte.

“Eu votaria logicamente a favor, mas eu sei que é mais uma medida populista, que a gente vai estar enxugando o gelo se não mexer na economia de maneira geral”, afirmou.

Sobre a mobilidade em Maceió, o candidato prometeu trabalhar pela destinação de recursos federais para o projeto do BRT da capital. Segundo ele, a obra depende da união entre a Prefeitura, os governos estadual e federal e a bancada alagoana.

Davi relacionou os problemas de trânsito ao fechamento da região do Mutange — área afetada pelo afundamento do solo provocado pela mineração da Braskem — e ressaltou que novas alternativas de locomoção são urgentes.

Combate a supersalários

Davi defendeu uma reforma administrativa focada no combate aos chamados supersalários no serviço público. Para ele, é preciso diferenciar os servidores que prestam bons serviços daqueles que apresentam baixo desempenho, implementando mecanismos rigorosos de fiscalização e avaliação.

“Tem servidores que, infelizmente, precisam ser demitidos, ou ser reestimulados, ou ser recolocados no mercado de trabalho, dar uma segunda chance”, disse.

Ele também apontou diferenças entre o funcionalismo público de Brasília e o do restante do país, criticando os privilégios existentes em algumas carreiras federais.

Críticas ao saneamento básico

Na área de infraestrutura, o saneamento básico e o abastecimento de água foram apontados como prioridades. Davi criticou a qualidade dos serviços prestados no estado e prometeu usar o mandato no Senado para cobrar as empresas responsáveis.

Segundo o candidato, a população é prejudicada pelo monopólio das concessionárias de água e energia, pois não tem a opção de escolher outra prestadora. “Está aí há quanto tempo o povo sofrendo, gritando, fazendo greve, e chegando água ruim na casa das pessoas. Muitas vezes nem chega água”, afirmou.

Tecnologia na educação

Na educação, Davi defendeu a inclusão de tecnologia, educação financeira e empreendedorismo nas escolas. O objetivo é que os estudantes concluam o ensino médio preparados tanto para o ensino superior quanto para o mercado de trabalho, especialmente diante do avanço da inteligência artificial.

“Quando a gente investe em tecnologia, quando a gente investe em educação financeira, a gente faz com que a mentalidade das pessoas ao longo da vida vá mudando”, explicou.

Geração de emprego no interior

Para a economia, o candidato propôs a criação de cooperativas voltadas para leite, milho e mandioca, além da industrialização de produtos no interior de Alagoas. Transformar a matéria-prima na própria região, segundo ele, aumentaria o valor agregado e reteria a renda nos municípios produtores.

Davi planeja destinar entre R$ 20 milhões e R$ 30 milhões em emendas parlamentares para financiar essas estruturas. “A gente pode fazer um planejamento de médio e longo prazo garantindo os recursos através disso”, disse.

Saúde e atendimento a autistas

Ao falar sobre as filas para diagnóstico e tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA), o candidato propôs o uso de emendas para ampliar e descentralizar a rede de atendimento, facilitando o acesso para famílias do interior. Ele citou relatos de mães que enfrentam dificuldades e usou como exemplo a sobrecarga de um centro localizado na Pajuçara, em Maceió.

Para a saúde em geral, Davi atribuiu a demora por consultas especializadas, exames e cirurgias no SUS à gestão dos recursos. “Para mim, é pura falta de gestão”, afirmou. Ele defendeu a ampliação da capacidade de instituições de saúde por meio de verbas destinadas pelo Senado.

Nas considerações finais, o candidato reafirmou a saúde como sua principal bandeira de campanha e pediu uma oportunidade para representar Alagoas.

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