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Manifestantes percorreram ruas da região central de Teresópolis exigindo investigação de grupos organizados difundindo ódio e ideologia neonazista
G1 — Brasil · 2026-09-03T00:19:20.000Z
Manifestantes percorreram ruas da região central de Teresópolis exigindo investigação de grupos organizados difundindo ódio e ideologia neonazista
Cinco dias após uma mulher trans ter sido esfaqueada em Teresópolis, na Região Serrana do Rio, manifestantes realizaram um ato na Praça Olímpica, na Várzea, na tarde e noite desta quarta-feira (2).
Segundo integrantes de coletivos e moradores, o protesto é contra a atuação de grupos neonazistas no município. Ainda de acordo com os manifestantes, várias denúncias foram realizadas e, por isso, cobram uma resposta mais rápida das autoridades de segurança pública.
Segundo a Polícia Civil, os cinco homens presos em flagrante pelo ataque contra Roque Marciano, de 32 anos, já vinham sendo acompanhados pela polícia por se autodeclararem de ideologia neonazista.
Mulher trans é esfaqueada durante evento artístico em Teresópolis
Durante a mobilização, os participantes fizeram falas públicas, denunciaram a presença de grupos extremistas na cidade e cobraram que os suspeitos permaneçam presos enquanto as investigações prosseguem.
A Polícia Civil informou que Paulo Ricardo do Vale Almeida, Daniel Portela Esteves, Matheus Maia Lopes de Souza, Wesley de Souza Pimentel e Emanuel Moura Cordeiro Boaventura tiveram a prisão em flagrante convertida para prisão preventiva, no último domingo (31), e vão permanecer presos durante o processo.
O g1 não obteve um posicionamento da defesa dos citados até a última atualização desta reportagem.
Os manifestantes também caminharam pela avenida principal da cidade e retornaram à Praça Olímpica, onde ocorreram apresentações culturais e batalhas de rima.
Vinícius Motta, um dos organizdores da manifestação, afirmou que o objetivo do ato foi pressionar as autoridades a aprofundarem as investigações e identificar possíveis integrantes de grupos organizados.
"Nossa posição é cobrar uma postura das autoridades, exigir que eles continuem presos e que seja aberta uma investigação para apurar o nível de organização dessa célula em nosso município. Também alertamos que Teresópolis não é território de nazistas. Continuaremos organizados, pois a luta segue firme, principalmente em defesa dos direitos humanos, da população LGBTQIA+, das mulheres e da população negra periférica", disse.
Grupo já era acompanhado pela polícia Civil por denúncias de que espalhavam conteúdos transfóbicos em Teresópolis
A manifestação foi convocada por movimentos sociais após o ataque ocorrido na última sexta-feira (28), durante um evento de slam em Teresópolis. Em publicação divulgada antes do ato, os organizadores afirmaram que já haviam denunciado a atuação do grupo às autoridades e acusaram o poder público de não ter tomado medidas suficientes para impedir novos episódios de violência.
A vítima foi esfaqueada no ombro e região do tórax durante uma briga. sofrendo ferimentos graves, incluindo a perfuração de um dos pulmões.