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Médico é preso suspeito de contratar sequestro, tortura e estupro de homem com quem tinha relacionamento na Bahia

Um médico ginecologista e outras duas pessoas foram presos na quarta-feira (2), em Barreiras, no oeste da Bahia, suspeitos de participar do sequestro, tortura e estupro de um homem de 27 anos.

G1 — Brasil · 2026-09-03T09:16:20.000Z

Um médico ginecologista e outras duas pessoas foram presos na quarta-feira (2), em Barreiras, no oeste da Bahia, suspeitos de participar do sequestro, tortura e estupro de um homem de 27 anos.

Segundo apuração da TV Oeste, afiliada da TV Bahia, o médico foi identificado como Rodrigo Costa Brandão. Também foram presos Adilson Rodrigues Macedo e Hayra Haianne Queiroz.

De acordo com a investigação, Rodrigo tinha um relacionamento com a vítima e, após o fim da relação, teria contratado os outros dois suspeitos para sequestrar e agredir o homem. A vítima trabalhava como motorista de aplicativo e, na época do crime, havia se formado em medicina no Paraguai.

O caso aconteceu em setembro de 2025 e começou a ser investigado depois que a vítima procurou a polícia.

Vítima foi atraída por falsa corrida

Segundo a apuração, Hayra teria acionado a vítima para uma corrida de aplicativo. O homem acreditou que faria um transporte normalmente, mas acabou sendo levado para um local onde, conforme a investigação, já havia um plano para sequestrá-lo.

A Polícia Civil afirma que a vítima ficou mantida em cativeiro por algumas horas e foi submetida a tortura e violência sexual.

Ainda segundo a investigação, o homem teria sido obrigado a manter relações sexuais e a fazer sexo oral. Depois das agressões, ele foi deixado nu às margens de uma estrada na região de Catolândia, também no oeste da Bahia.

A polícia suspeita que Adilson tenha contratado outra pessoa para participar da ação.

As prisões aconteceram durante a Operação Emboscada, realizada pela 1ª Delegacia Territorial de Barreiras.

Além das prisões temporárias, a Justiça autorizou buscas em quatro endereços ligados aos investigados. Os policiais recolheram materiais que serão analisados, incluindo dispositivos eletrônicos e outros elementos que podem ajudar a esclarecer a participação de cada suspeito.

Segundo a Polícia Civil, imagens de câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas, trajetos percorridos pelos envolvidos e exames periciais também foram usados na investigação.

A polícia afirma que as diligências continuam para identificar se outras pessoas participaram do crime.

Os três presos são investigados pelos crimes de sequestro, tortura, estupro, lesão corporal grave e dano qualificado.

O g1 tenta contato com as defesas de Rodrigo Costa Brandão, Adilson Rodrigues Macedo e Hayra Haianne Queiroz. O espaço está aberto para manifestação.

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