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Polícia Civil faz operação contra núcleo ligado ao PCC suspeito de lavar R$ 1 bilhão

A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (3), uma operação com objetivo de desarticular um núcleo criminoso ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O grupo é suspeito de lavar dinheiro do tráfico de drogas e exercer influência…

G1 — Brasil · 2026-09-03T11:06:39.000Z

A Polícia Civil deflagrou, nesta quinta-feira (3), uma operação com objetivo de desarticular um núcleo criminoso ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). O grupo é suspeito de lavar dinheiro do tráfico de drogas e exercer influência sobre atividades econômicas e políticas em Praia Grande, no litoral de São Paulo.

As ações, fruto da Operação Helmintos, ocorrem em imóveis residenciais e comerciais, empresas e um setor da administração municipal, localizados em Praia Grande, Guarujá, Santo André e Santana de Parnaíba.

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Segundo as investigações do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 6 (Deinter 6), o grupo seria formado por lideranças da organização criminosa, operadores financeiros, intermediários do setor imobiliário e pessoas utilizadas como "testas de ferro" [que emprestam o próprio nome].

O esquema teria movimentado valores próximos de R$ 1 bilhão, principalmente por meio da aquisição de imóveis de alto padrão, empresas e estabelecimentos comerciais.

De acordo com a Polícia Civil, foram identificadas quatro principais frentes de atuação, que indicam uma possível tentativa de ampliar a influência da organização criminosa sobre setores do Executivo e do Legislativo municipal:

lavagem de dinheiro por meio de negócios imobiliários;

controle de quiosques instalados em áreas públicas de Praia Grande;

suspeitas de favorecimento em procedimento licitatório municipal;

financiamento ou apoio a agentes políticos eleitos.

No decorrer da investigação, a Polícia Civil representou à Justiça pela prisão temporária de quatro suspeitos apontados como lideranças e operadores financeiros do esquema, além da expedição de mandados de busca e apreensão, do bloqueio de contas e investimentos e do sequestro de 29 imóveis vinculados aos investigados.

As buscas têm como objetivo apreender documentos e contratos, registros financeiros, aparelhos eletrônicos, dinheiro em espécie, armas e outros elementos que possam contribuir para o aprofundamento das apurações sobre os crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.

A denominação “Helmintos” faz referência à atuação considerada parasitária do grupo sobre a economia local, com possível prejuízo à livre concorrência e utilização de atividades comerciais para beneficiar a organização criminosa.

As investigações prosseguem sob sigilo para identificar outros envolvidos e esclarecer toda a extensão patrimonial, econômica e política do esquema.

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