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O dólar inicia os negócios desta quinta-feira (3) com investidores de olho em novos dados da economia dos Estados Unidos e em votações importantes no Congresso. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, começa a ser negociado às 10h.
G1 — Economia · 2026-09-03T12:00:15.000Z
O dólar inicia os negócios desta quinta-feira (3) com investidores de olho em novos dados da economia dos Estados Unidos e em votações importantes no Congresso. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, começa a ser negociado às 10h.
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Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
Acumulado da semana: -1,68%;
Acumulado do mês: -1,37%;
Acumulado do ano: -6,93%.
Acumulado da semana: +5,43%;
Acumulado do mês: +4,39%;
Acumulado do ano: +14,94%.
Disputa eleitoral mais acirrada influencia mercados
A nova pesquisa Quaest para a eleição presidencial de 2026 mostra Lula (PT) na liderança da corrida ao Palácio do Planalto, com 37% das intenções de voto no primeiro turno.
Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 29%, seguido por Augusto Cury (Avante), que soma 10%. Renan Santos (Missão) tem 3%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) registram 1% cada.
Nas simulações de segundo turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem em empate técnico, com 42% e 41%, respectivamente. Contra os demais adversários testados, Lula também lidera: vence Ronaldo Caiado (42% a 37%), Augusto Cury (40% a 34%), Renan Santos (43% a 36%) e Romeu Zema (44% a 33%).
Na avaliação de Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil, o cenário mais equilibrado entre Lula e Flávio Bolsonaro ajuda a explicar por que a pesquisa teve impacto sobre os mercados.
🔎 A leitura é que uma disputa mais acirrada aumenta a possibilidade de vitória para os dois lados, levando investidores a ajustar suas posições de acordo com suas expectativas para a eleição.
Segundo Praça, a bolsa vinha sofrendo com as incertezas relacionadas à eleição, mas o ambiente mudou com a divulgação da nova pesquisa. Em sua avaliação, até notícias que poderiam pressionar o mercado foram absorvidas de forma positiva nesta quarta-feira.
“O que era fraqueza tem sido força: mesmo com os escândalos e vazamentos que tivemos ontem em relação ao Banco Master, isso tem soado até positivo. E as pesquisas eleitorais mostraram mais uma vez um páreo duro para o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro.”
Para Praça, o resultado da pesquisa ajudou a criar um cenário em que investidores com expectativas diferentes sobre a eleição podem se posicionar no mercado. É o que ele chama de “trade eleitoral”: movimentos de compra e venda de ativos baseados nas apostas sobre o resultado da disputa.
“Isso animou os mercados. Afinal, quando há esperança para os dois lados, acaba agradando ambos: os dois têm esperança de vitória. Então, ambos acabam se posicionando, montando o seu trade eleitoral, digamos assim.”
Quaest, 1º turno: Lula, 37%; Flávio Bolsonaro, 29%; Cury, 10%; Renan, 3%; Caiado, 1%; Zema, 1%
Senado começa a analisar PEC que acaba com a escala 6x1
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado analisa nesta quarta-feira a proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução de salário, e garante dois dias de descanso por semana, sendo um deles, preferencialmente, aos domingos.
A mudança seria gradual. Pela proposta, 60 dias após a promulgação, a jornada máxima passaria para 42 horas semanais. Após 14 meses, o limite seria reduzido para 40 horas.
Se aprovada na CCJ, a PEC seguirá para o plenário do Senado, onde precisará ser aprovada em dois turnos. Caso o texto seja alterado, voltará para nova análise da Câmara.
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Se os senadores fizerem alterações, a proposta terá de retornar à Câmara dos Deputados antes de poder ser promulgada.
Comissão aprova fim da "taxa das blusinhas"
Também nesta quarta-feira, a comissão mista do Congresso aprovou o parecer da medida provisória que extingue o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecido como "taxa das blusinhas".
O texto segue para votação no plenário da Câmara e, depois, ainda precisará ser aprovado pelo Senado antes de 8 de setembro, quando a MP perde a validade.
A relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), manteve o fim da cobrança e incluiu um mecanismo para que o Ministério da Fazenda monitore periodicamente os impactos da medida sobre a indústria, o comércio, o emprego, a renda e a arrecadação.
A primeira avaliação ocorrerá após três meses e, depois, a cada seis meses. O Congresso também fará uma revisão anual da política.
Foi rejeitada a proposta que daria aos Correios exclusividade na entrega de encomendas internacionais de até US$ 50. Segundo o governo, a medida seria inconstitucional.
Mesmo com o fim do imposto federal de importação, o ICMS continuará sendo cobrado, já que o tributo é de competência dos estados.
Em Wall Street, os mercados fecharam em alta, com investidores divididos entre o entusiasmo com as empresas de inteligência artificial e a preocupação com a guerra no Oriente Médio. O conflito mantém o petróleo em alta e aumenta as incertezas sobre a economia.
O Dow Jones subiu 0,56%, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq avançaram 0,46%.
Já as principais bolsas na Europa também ficaram no vermelho, pressionados pelo avanço dos preços do petróleo e pela alta dos rendimentos dos títulos públicos.
O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,2%. Em Londres, o FTSE 100 recuou 0,30%, enquanto o DAX, da Alemanha, caiu 0,50% e o CAC 40, da França, perdeu 0,26%.
Na Ásia, as bolsas fecharam sem direção única nesta quarta-feira, com predominância de quedas.
Na China, a Bolsa de Xangai caiu 0,97%, enquanto o índice CSI300 recuou 1,38%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve leve baixa de 0,07%.
Em Tóquio, o Nikkei perdeu 2,85%, e, em Seul, o Kospi registrou a maior queda do dia, de 3,99%. Na contramão, apenas a Bolsa de Cingapura fechou em alta, com avanço de 0,59%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo