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Candidato ao Senado, Acir Gurgacz diz que sua condenação foi uma 'uma grande injustiça'

Bom Dia Rondônia entrevista Acir Gurgacz, candidato do PDT ao Senado Federal

G1 — Brasil · 2026-09-03T13:40:14.000Z

Bom Dia Rondônia entrevista Acir Gurgacz, candidato do PDT ao Senado Federal

O candidato ao Senado Acir Gurgacz (PDT) disse que considera “uma grande injustiça” e classificou como “jogada política” sua condenação, em 2018, por crime contra o sistema financeiro. A declaração foi dada durante entrevista ao telejornal Bom Dia Rondônia nesta quinta-feira (2).

“Nós éramos candidatos favoritos ao governo naquela época. Aliás, esse favoritismo fez com que a gente saísse do processo eleitoral porque foi um julgamento meramente político que tirou a gente da eleição”, afirmou.

🔎Acir foi condenado em 2018 a quatro anos e seis meses de prisão no regime semiaberto por crimes contra o sistema financeiro. A condenação o deixou inelegível.

A defesa pede a anulação da condenação, argumentando que o Supremo Tribunal Federal (STF) não tinha competência para julgá-lo porque, na época do crime, o candidato ainda não era senador.

Em agosto deste ano, o ministro Nunes Marques suspendeu, por meio de uma liminar, os efeitos da condenação, e o candidato pôde concorrer às eleições de outubro. O caso segue para julgamento no STF.

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Ex-presidente Bolsonaro e anistia

Acir classificou a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro como exagerada e inaceitável, pontuando que a pena poderia ter sido de uma forma “mais branda”. O candidato não chegou a afirmar que votaria a favor de uma anistia, mas confirmou que seria importante discutir essa possibilidade.

O candidato também defendeu que os pedidos de impeachment contra ministros do STF devem ser levados adiante e debatidos no Senado.

“Eu entendo que o processo de impeachment deve existir. O fato de votar a favor ou votar contra depende das provas, se você tiver provas que há uma ilegalidade, votaremos a favor”, disse.

Garimpo e extração de madeira ilegal

Acir afirmou que “qualquer tipo de ilegalidade” tem que ser combatida. Ele defendeu que há vários planos de manejo no estado para a retirada da madeira de forma legal e condenou, especialmente, a utilização do mercúrio no garimpo.

“Não é possível, nós estamos no século 21, nós estamos na área da inteligência artificial, como é que nós vamos admitir ainda balsas tirando ouro de madeira ou de outros rios através do mercúrio, isso é inaceitável”, afirmou.

Revisão do Código Florestal

O candidato defende uma revisão do Código Florestal para tratar de situações em que agricultores assentados estariam dentro de áreas que, posteriormente, foram transformadas em reservas.

Para resolver o impasse, ele propõe compensações previstas em lei: manter as famílias trabalhando onde já estão e compensar a preservação em outras áreas, garantindo o que chama de “produção com sustentabilidade”.

“Como é que pode, o cidadão está com sua família há vinte, trinta anos numa área e a reserva invade a sua área e ele passa a ser ilegal. Não pode. Tem que ser respeitado aquilo que foi feito na lei da época. E a lei da época colocou essas famílias ali. Não pode mudar a lei e mudar a vida do cidadão”, disse.

Acir Gurgacz (PDT) é entrevistado no Bom Dia Rondônia

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