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Delator do Master será ouvido no STF na próxima terça-feira

O gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), vai ouvir, na próxima terça-feira (8), o empresário Antônio Carlos Freixo Jr., conhecido como “Mineiro”. Ele é apontado como um dos operadores…

G1 — Brasil · 2026-09-03T21:10:02.000Z

O gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF), vai ouvir, na próxima terça-feira (8), o empresário Antônio Carlos Freixo Jr., conhecido como “Mineiro”. Ele é apontado como um dos operadores financeiros de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Freixo fechou um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). A audiência no STF faz parte do processo para decidir sobre a homologação da colaboração.

CEO e fundador do grupo EntrePay, Freixo deve detalhar aos investigadores o caminho do dinheiro de Daniel Vorcaro que teria sido destinado ao filme “Dark Horse”.

Os valores teriam passado pelo grupo EntrePay, que, à época dos repasses, tinha autorização do Banco Central para atuar como instituição de pagamento. Em março deste ano, a empresa foi liquidada pelo BC.

O dinheiro teria sido repassado para um fundo nos Estados Unidos administrado por um advogado e amigo de Eduardo Bolsonaro.

Quase dez meses depois de o escândalo envolvendo o Banco Master vir à tona, a PGR tem dois acordos de delação premiada fechados relacionados ao caso.

Além de Freixo, João Carlos Mansur, ex-presidente do Conselho de Administração do grupo Reag, também fechou um acordo de colaboração premiada.

Mansur deve detalhar o esquema investigado envolvendo a criação de fundos que teriam sido usados para lavagem de dinheiro. Ele também promete indicar o caminho para a localização de R$ 20 bilhões.

No caso de Mansur, o STF já realizou a audiência relacionada à homologação da colaboração. A decisão sobre o acordo ainda não foi publicada.

Os dois possíveis colaboradores do caso Master respondem em liberdade.

Vorcaro tentou fechar acordo duas vezes

Principal investigado no escândalo, Daniel Vorcaro tentou fechar um acordo de delação premiada em duas ocasiões, mas as propostas não avançaram.

Segundo as autoridades, Vorcaro não apresentou provas novas nem fatos inéditos que pudessem contribuir com as investigações.

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