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José Roberto Arruda em 6 de agosto de 2026, em Brasília
G1 — Política · 2026-09-03T21:48:57.000Z
José Roberto Arruda em 6 de agosto de 2026, em Brasília
O ex-governador José Roberto Arruda (PSD) afirmou nesta quinta-feira (3) que vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para manter sua candidatura ao governo do Distrito Federal.
A intenção foi confirmada após o Tribunal Regional Eleitoral do DF rejeitar, por unanimidade, o registro da candidatura.
Em nota, Arruda afirmou que recebe a decisão "com serenidade", mas discorda do resultado.
"Tenho confiança na Justiça e sei que ela vai fazer valer o que diz a legislação, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente da República, que me deixa elegível."
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Antes mesmo do início do julgamento, Arruda já tinha sinalizado o recurso em entrevista ao g1.
"Hoje mesmo vamos entrar com recursos no TSE. A campanha não para. Eu tenho couro grosso, tenho amor por Brasília e não vou aceitar ser derrotado no tapetão. Eu desejo que a população de Brasília tenha o direito de escolher o seu governador pelo voto", declarou.
MPF impugna candidatura de José Roberto Arruda ao governo do DF
Relator do processo, o desembargador eleitoral Guilherme Pupe votou por indeferir (negar) a candidatura de Arruda.
Acompanharam o relator os desembargadores André Puppin, Asiel Henrique de Sousa, Leonor Aguena e João Egmont.
O desembargador Néviton Guedes se declarou suspeito , por ter julgado processos da operação Caixa de Pandora no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
O julgamento da candidatura avaliou duas impugnações da candidatura de Arruda: um do Ministério Público Eleitoral e um do ex-administrador regional Cláudio Ferreira Domingues.
🔎 Impugnar é o ato de apresentar oposição ou contestar algo. Ou seja, a impugnação de registro de candidatura é a forma de tentar que determinada pessoa não possa ser candidato ou candidata por não cumprir as condições exigidas. A decisão cabe à Justiça Eleitoral.
Candidatura é dúvida desde 2025
O retorno de Arruda à cena política do Distrito Federal gera dúvidas desde que o político se filiou ao PSD, em dezembro de 2025.
Entre 2013 e 2026, o ex-governador foi condenado em uma série de processos por improbidade administrativa relacionados à operação Caixa de Pandora.
A defesa de Arruda afirma que as restrições impostas pela Lei da Ficha Limpa já se encerraram e, por isso, o político está plenamente elegível.
"Registrei minha candidatura absolutamente dentro da lei vigente. Estou elegível e confio na Justiça", declarou Arruda ao g1 na semana anterior ao julgamento.
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