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Sede do Cismetro em Holambra (SP)
G1 — Campinas e Região · 2026-09-03T21:54:37.000Z
Sede do Cismetro em Holambra (SP)
O Consórcio Intermunicipal de Saúde na Região Metropolitana de Campinas (Cismetro) disse que cerca de R$ 19 milhões foram desviados de suas contas bancárias por conta de ataques cibernéticos ocorridos em 22 de julho de 2026. A informação foi confirmada ao g1 pela presidente da entidade, Ana Filomeno.
Ainda de acordo com Filomeno, as transferências criminosas, direcionadas a contas abertas em diversos estados do Brasil, já foram contestadas junto à Caixa Econômica Federal. Mais de R$ 7,1 milhões foram recuperados.
"Seguimos, claro, em contato permanente com a instituição bancária e com as autoridades policiais que acompanham o caso a fim de garantir que todo o valor seja ressarcido aos cofres do consórcio", disse.
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Dois boletins de ocorrência foram registrados nos dias 22 e 23 de julho: o primeiro, eletrônico; e o segundo presencialmente em uma delegacia.
Em 14 de agosto de 2026, os representantes dos municípios que integram o Cismetro (veja abaixo) foram informados sobre os ataques durante uma reunião para prestação de contas.
O g1 procurou a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) para saber das investigações, mas não teve resposta até a última atualização desta reportagem.
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O Cismetro, sediado em Holambra (SP), é uma parceria firmada entre as cidades consorciadas com a finalidade de realizar ações conjuntas em saúde. Ele oferece profissionais de saúde, locação de equipamentos hospitalares e locação de veículos.
A medida nasceu de uma necessidade de completar o quadro de saúde, colaborar para zerar a fila de exames e melhorar o atendimento em unidades de saúde.
Ao todo, 33 cidades integram o consórcio:
Artur Nogueira (SP)
Bom Jesus dos Perdões (SP)
Campo Limpo Paulista (SP)
Nova Odessa (SP)
Santa Bárbara d'Oeste (SP)
Salto de Pirapora (SP)
Santo Antônio de Posse (SP)
Várzea Paulista (SP)
Segundo nota da própria instituição, em 22 de julho as contas bancárias do Cismetro foram alvo de ataques cibernéticos simultâneos, resultando na transferência criminosa de valores para diferentes contas abertas em diversos estados do país.
Assim que constatada a invasão, o consórcio acionou a Caixa Econômica Federal a fim de contestar as transações, solicitar o bloqueio de uso das contas e dar início a um processo de ressarcimento por parte da instituição financeira.
A contestação foi formalizada no dia 23 de julho e, nos dias subsequentes, o caso foi levado à direção regional do banco para cobrança de providências urgentes.
Apesar do incidente, o consórcio disse que nenhum serviço ou compromisso financeiro foi ou será prejudicado em razão dos acontecimentos. Garantiu, ainda, que seguirá atuando para que o caso seja resolvido.
Ofício da Prefeitura de Artur Nogueira ao Cismetro
A situação foi informada aos municípios consorciados durante reunião em 14 de agosto de 2026. Na oportunidade, representantes do Cismetro explicaram como aconteceram as transferências e o que estava sendo feito para recuperar integralmente os R$ 19 milhões.
O g1 teve acesso a um ofício do prefeito de Artur Nogueira, Lucas Sia (PL), enviado ao Cismetro para solicitar esclarecimentos sobre os ataques cibernéticos e os prejuízos. Sia não conseguiu participar da reunião em agosto, por isso pediu as informações.
"Vale ressaltar que o ofício não faz qualquer acusação ou afirma que houve desvio ou subtração de valores. Trata-se de um pedido institucional de esclarecimentos sobre uma situação que ainda precisava ser devidamente apurada", destacou a Prefeitura.
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