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Sede do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP)
G1 — Brasil · 2026-09-03T22:20:39.000Z
Sede do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP)
O Tribunal do Júri de Macapá condenou Rosa Maria Cruz de Jesus a 23 anos de prisão em regime fechado por homicídio e ocultação do corpo do adolescente Gabriel da Silva Nogueira, de 17 anos, morto em abril de 2024.
A vítima foi encontrada enterrada em uma cova rasa, com as mãos amarradas e a boca amordaçada, após dias desaparecida.
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Os jurados reconheceram a participação no crime nesta segunda-feira (31) e aceitaram três elementos agravantes: motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima.
A sentença manteve a prisão da condenada, custodiada desde 30 de setembro de 2024. Durante investigação e julgamento, a mulher negou envolvimento no crime e a defesa alegou fragilidade nas provas.
A pena foi definida em 22 anos de prisão por homicídio qualificado e um ano por ocultação de cadáver. A decisão também determinou 10 dias-multa e fixou R$ 20 mil como valor mínimo de reparação por danos morais e materiais à família da vítima.
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Foto do local onde a vítima foi encontrada na tarde de 25 de abril de 2024
Relembre o caso
A vítima desapareceu em abril de 2024, após sair da casa da irmã, em Macapá. Dias depois, a família recebeu uma mensagem de um perfil falso em rede social que informava sobre a morte e indicava o local onde o corpo estava.
A Polícia Civil fez buscas na área indicada e encontrou Gabriel enterrado em cova rasa, atrás do muro do Infraero 2, no bairro São Lázaro. O adolescente estava com as mãos amarradas e boca amordaçada. Familiares reconheceram o corpo pelas roupas e tatuagens.
A polícia trabalhou com duas hipóteses para a morte do adolescente: punição, pelas circunstâncias em que o corpo foi achado, e vingança, já que a acusada o teria ligado à morte de um filho em ação policial.
Segundo o laudo necroscópico, Gabriel sofreu múltiplas lesões provocadas por objetos cortantes. A perícia apontou como causa da morte asfixia mecânica por estrangulamento e registrou sinais de crueldade e tortura.
Na casa de Rosa Maria a investigação encontrou fios trançados vermelhos e pretos. O exame pericial confirmou compatibilidade com os fios usados para amarrar Gabriel.
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