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Unimed Teresina orienta sobre prevenção de acidentes durante as férias escolares

As férias escolares são um dos períodos mais aguardados pelas crianças. É tempo de brincar, viajar, visitar familiares, aproveitar piscinas, praias, parques e viver experiências que fortalecem os laços familiares. No entanto, esse cenário…

G1 — Brasil · 2026-07-24T12:21:27.000Z

As férias escolares são um dos períodos mais aguardados pelas crianças. É tempo de brincar, viajar, visitar familiares, aproveitar piscinas, praias, parques e viver experiências que fortalecem os laços familiares. No entanto, esse cenário de diversão também exige atenção redobrada. A mudança na rotina e a maior exposição a diferentes ambientes fazem com que os acidentes infantis aumentem significativamente nessa época do ano.

Por isso, a prevenção deve caminhar lado a lado com a diversão. A maioria dos acidentes envolvendo crianças pode ser evitada por meio de cuidados simples, organização dos ambientes e, principalmente, da supervisão constante dos adultos. Mais do que restringir brincadeiras, o objetivo é garantir que elas aconteçam de forma segura.

Segundo a cardiopediatra da Unimed Teresina, Marília Neves Pereira Campelo, o aumento das ocorrências durante as férias é um comportamento observado todos os anos e está diretamente relacionado às mudanças na rotina das famílias.

"Durante as férias escolares é comum observar um aumento dos acidentes envolvendo crianças. Elas passam mais tempo em casa, em áreas de lazer e em ambientes diferentes da rotina escolar, aumentando a exposição a situações de risco. Os acidentes mais frequentes são quedas, queimaduras, intoxicações por medicamentos e produtos de limpeza, cortes, afogamentos, engasgos e acidentes de trânsito", explica.

A cardiopediatra Marília Campelo traz dicas indispensáveis de cuidados com as crianças.

Embora praias, piscinas e viagens despertem maior preocupação durante as férias, grande parte dos acidentes acontece dentro da própria residência. Escadas sem proteção, janelas abertas, tomadas expostas, móveis que favorecem escaladas e produtos perigosos ao alcance das crianças estão entre os principais fatores de risco.

Para a médica, pequenas adaptações podem fazer toda a diferença na segurança das famílias. "Medidas simples, como instalar redes de proteção, utilizar travas em armários, proteger tomadas e guardar medicamentos e produtos de limpeza em locais altos e trancados, tornam o ambiente muito mais seguro", afirma.

A supervisão também é indispensável na cozinha, onde queimaduras estão entre os acidentes mais frequentes. Manter os cabos das panelas voltados para dentro do fogão, evitar transportar líquidos quentes com a criança no colo e deixar objetos cortantes fora do alcance dos pequenos são atitudes que reduzem significativamente os riscos.

Outro ponto de atenção são as intoxicações. A orientação é nunca armazenar produtos químicos em recipientes de alimentos ou bebidas e manter medicamentos sempre em suas embalagens originais, fora do alcance das crianças.

Quando a programação inclui piscinas, praias, rios ou balneários, os cuidados precisam ser ainda mais rigorosos. O afogamento pode ocorrer em poucos segundos e, muitas vezes, de forma silenciosa.

"A criança pequena nunca deve permanecer sozinha próxima à água. O ideal é que um adulto permaneça sempre ao alcance de um braço da criança, com atenção exclusiva. Boias e brinquedos infláveis não substituem a supervisão", reforça a cardiopediatra Marília Campelo.

Nas viagens, além do uso correto da cadeirinha e do cinto de segurança, a recomendação é verificar previamente as condições de segurança do local de hospedagem, observando janelas, escadas, sacadas e áreas com piscinas.

Saber reconhecer os sinais de gravidade também salva vidas

Mesmo com todos os cuidados, acidentes podem acontecer. Nessas situações, agir corretamente antes da chegada ao atendimento médico pode fazer diferença no prognóstico da criança.

Em casos de queimaduras, por exemplo, a orientação é resfriar a região com água corrente por cerca de 20 minutos, sem utilizar gelo, pomadas caseiras, manteiga, pasta de dente ou qualquer outra substância. Já nas intoxicações, nunca se deve provocar vômitos; o mais importante é procurar imediatamente um serviço de saúde, levando, se possível, a embalagem do produto ingerido.

A especialista alerta que alguns sinais exigem atendimento imediato, independentemente da aparente gravidade do acidente. "Perda de consciência, convulsões, dificuldade para respirar, sonolência excessiva, vômitos repetidos após um trauma, sangramento intenso, queimaduras extensas, ingestão de medicamentos ou produtos tóxicos e qualquer alteração importante do comportamento da criança devem motivar a procura imediata por um serviço de urgência", orienta Marília.

Para a cardiopediatra, supervisionar não significa impedir que a criança explore o mundo, mas garantir que ela tenha liberdade para brincar em um ambiente protegido. Crianças menores de dois anos necessitam de vigilância praticamente contínua, enquanto as maiores também precisam de orientações permanentes sobre segurança em atividades esportivas, no trânsito e em ambientes aquáticos.

"As férias são um momento de lazer, convivência familiar e desenvolvimento das crianças, mas também exigem atenção redobrada dos adultos. A grande maioria dos acidentes pode ser evitada com medidas simples, organização do ambiente e supervisão adequada. A prevenção continua sendo a melhor estratégia para proteger as crianças e permitir que esse período seja lembrado apenas pelos bons momentos vividos em família", conclui a cardiopediatra Marília Campelo.

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