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O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (24) em queda, com um recuo de 0,14% perto das 9h, cotado a R$ 5,0769, conforme investidores avaliavam o novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos. As negociações do Ibovespa, principal índice da…
G1 — Economia · 2026-07-24T12:00:24.000Z
O dólar abriu a sessão desta sexta-feira (24) em queda, com um recuo de 0,14% perto das 9h, cotado a R$ 5,0769, conforme investidores avaliavam o novo tarifaço anunciado pelos Estados Unidos. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
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Após uma semana de tensões, os preços do petróleo operavam em queda nesta sexta-feira. Perto das 9h, o barril do Brent, referência internacional, caía 3,09%, cotado a US$ 97,58. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, recuava 2,64%, a US$ 89,76 o barril.
Nesta sexta, destaque para os balanços de Dow, American Airlines, T-Mobile e Intel. Dados econômicos também ficam no radar.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
Acumulado da semana: -0,53%;
Acumulado do mês: -1,53%;
Acumulado do ano: -7,38%.
Acumulado da semana: +1,59%;
Acumulado do mês: +2,59%;
Acumulado do ano: +9,53%.
Nova taxa dos EUA é anunciada
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) a aplicação de uma nova tarifa sobre importações de cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. As alíquotas variam entre 10% e 12,5% e entraram em vigor às 0h01 desta sexta-feira (24), no horário de Washington.
Segundo o governo americano, a decisão é resultado de uma investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. A apuração concluiu que esses países adotam práticas comerciais consideradas desleais por não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
"Os Estados Unidos têm uma proibição de importação de trabalho forçado há quase um século e a aplicam rigorosamente. Já passou da hora de nossos parceiros comerciais fazerem o mesmo", disse o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.
"A ação de hoje começará a corrigir o que é, ao mesmo tempo, um abuso dos direitos humanos e uma prática comercial distorcida, contribuindo para melhorar o bem-estar dos trabalhadores em todo o mundo."
O governo americano adotou dois tipos de tarifas:
Países que adotaram medidas para proibir essa prática estarão sujeitos à tarifa de 10%.
Aqueles que não implementaram essas restrições foram enquadrados na alíquota de 12,5% — caso do Brasil.
O tema já foi amplamente refutado pelo governo brasileiro. Na semana passada, o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, afirmou que os argumentos são "absolutamente improcedentes" e "inverídicos", reiterando que o sistema de exportação brasileiro passa por um sistema rigoroso de fiscalização e controle ambiental.
Na semana passada, os EUA já haviam confirmado uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país. A medida foi anunciada após uma investigação do governo Donald Trump concluir que o Brasil adota práticas que "oneram ou restringem" o comércio com os EUA.
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Novas tensões no Oriente Médio
As Forças Armadas dos EUA realizam na quinta-feira (23) ataques ao Irã pela 13ª noite seguida.
"As forças dos EUA iniciaram outra noite de ataques contra alvos militares iranianos às 18h45 ET de hoje. Esta é a 13ª noite consecutiva de ataques destinados a responsabilizar o Irã e reduzir ameaças da Guarda Revolucionária Islâmica ao transporte marítimo comercial", diz uma postagem do Comando Central (Centcom) americano.
A imprensa do Irã reportou explosões na cidade de Ahvaz, no sul do país, alé, de Bandar Abbas e Qeshm, alvos frequentes de bombardeios americanos.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta que considera seriamente retomar as grandes operações de combate no Irã.
"Eles ainda não sentiram dor suficiente. Estou considerando um ataque maciço. Maior do que qualquer outro antes. Estou perto de tomar uma decisão. Está tudo pronto", afirmou.
Um porta-voz militar do Irã afirmou que os Estados Unidos vêm usando armas que nunca haviam utilizado antes contra o território iraniano.
Em entrevista a uma rádio iraniana, o general Abolfazl Shekarchi afirmou que Washington está mobilizando "todas as capacidades, todas as armas e todas as previsões" que havia acumulado para a Terceira Guerra Mundial contra o país.
"Todas as armas que foram testadas no mundo, mas nunca utilizadas em qualquer guerra, foram empregadas contra a República Islâmica. Cada capacidade, cada arma, cada plano de contingência que os americanos haviam planejado e estocado para a Terceira Guerra Mundial — para enfrentar as principais potências mundiais — tudo foi levado ao campo de batalha", afirmou.
Para além do conflito entre EUA e Irã, no entanto, ataques no Mar Vermelho também ficam no radar.
Os aliados houthis do irã no Iêmen também disseram ter atacado dois petroleiros sauditas como parte de um bloqueio naval à Arábia Saudita, ameaçando criar um segundo ponto de estrangulamento no fornecimento global de petróleo, além do fechamento iminente do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo.
O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial
Na Europa, o dia é mais positivo, conforme investidores avaliam novos dados econômicos e balanços corporativos.
Perto das 9h15, o DAX, da Alemanha, subia 0,68%, enquanto o CAC-40, da França, avançava 0,30% e o FTSE 100, do Reino Unido, tinha alta de 0,21%.
Na Ásia, a maioria dos índices da região fechou em queda. O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 1,67%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, recuou 0,98% e o Kospi, da Coreia do Sul, teve uma desvalorização de 5,72%. O Nikkei, do Japão, teve perdas de 2,73%.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de dólar.
Luisa Gonzalez/ Reuters