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Clientes denunciam prejuízo após construtora atrasar obras em Ribeirão Preto, SP
G1 — Brasil · 2026-09-04T05:00:00.000Z
Clientes denunciam prejuízo após construtora atrasar obras em Ribeirão Preto, SP
Compradores de imóveis da Construtora Pafil em Ribeirão Preto (SP) reclamam de prejuízos decorrentes do atraso na entrega de apartamentos adquiridos na planta.
Segundo os clientes, as obras apresentam ritmo lento ou estão paralisadas, gerando incertezas e adiamento de planos.
“Você entra em contato com eles pelo WhatsApp, é difícil entrar em contato, eles não respondem. Está me dando muita dor de cabeça esse apartamento”, lamenta o estudante Paulo Sérgio da Silva.
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Em nota, a Construtora Pafil informou que as obras estão sendo retomadas.
Empreendimento da Pafil na Zona Norte de Ribeirão Preto (SP).
Obras em atraso
Entre os locais alvos de reclamações estão edifícios em fase inicial de construção na Zona Sul e torres inacabadas na Zona Norte.
No Jardim Heitor Rigon, na Zona Norte, compradores afirmam que os prédios da Avenida Ernesto Guevara Lã Serna deveriam ter sido entregues em abril. No entanto, a estrutura permanece incompleta, sem janelas, com sacadas desprotegidas e portaria não finalizada.
Paulo Sérgio da Silva afirma que comprou um apartamento em abril de 2023 com previsão contratual de entrega em outubro de 2025. Ele relata que pagou R$ 35 mil e que, sem o retorno esperado, acionou a Justiça no início de junho para pedir a rescisão contratual com devolução dos valores pagos.
"É um atraso, um dinheiro que eu estou perdendo, um dinheiro que eu poderia estar investindo em alguma outra coisa", diz.
Na Jardim Olhos d'Água, na Zona Sul, compradores de um residencial também relatam descompasso nos prazos. Imagens aéreas mostram que apenas um dos três blocos apresentava avanço nos trabalhos.
Empreendimento da Pafil na Zona Sul de Ribeirão Preto (SP).
“Cada vez eles estendem mais. E não tem uma certeza de que realmente, 'ah vai chegar fevereiro e vai ser entregue'. Porque os outros prazos eles também não cumpriram. A gente fica nessa incerteza se vai ser entregue ou não”, afirma a biomédica Gabriele de Oliveira, que planejava se casar e se mudar para o local com o noivo em fevereiro.
A auxiliar administrativa Simone Souza também comprou um imóvel no mesmo empreendimento em 2024. “A promessa deles era que seria entregue em 2025. Simplesmente nós percebemos que a obra foi parada, sem nenhuma informação. Nós efetuamos o pagamento, quitamos, já está quitado", diz.
Ainda na Zona Sul, outro ponto de queixa é um empreendimento no cruzamento da Avenida Professor João Fiúsa com a Avenida Caramuru. Segundo os clientes, a obra deveria ter começado em 2024, mas teve início apenas no começo deste ano e foi paralisada após cinco meses de atividades iniciais.
Clientes relataram que pagaram entre R$ 30 mil e R$ 80 mil de e entrada, além de parcelas de financiamento. O contrato estabelece a previsão de conclusão das obras para 30 de junho de 2027, com data limite estendendo-se até 27 de dezembro de 2027 com a tolerância de 180 dias.
O advogado Felipe Tonelli afirma representar pelo menos 50 clientes com reclamações contra a construtora.
Segundo ele, as medidas judiciais cabíveis dividem-se entre pedir uma indenização mensal equivalente a 1% do total pago pelo tempo sem usufruto do imóvel ou então pedir a rescisão do contrato com a devolução integral de todas as quantias gastas, incluindo taxas e multas.
O que diz a Pafil
Sobre o empreendimento "Fiúsa 016", na Avenida Caramuru, a Pafil Empreendimentos declarou que as obras serão retomadas em setembro de 2026, seguindo o cronograma estabelecido.
A construtora afirmou que o projeto encontra-se dentro do prazo contratual vigente, que prevê a conclusão em junho de 2027 e tolerância de carência até dezembro de 2027, de modo que não há caracterização de atraso contratual.
A empresa informou que o empreendimento conta com financiamento da Caixa Econômica Federal e que a participação do banco amplia o controle e a segurança para os compradores.
Empreendimento da Pafil em Ribeirão Preto (SP).
Segundo a construtora, os impactos observados no cronograma decorreram de fatores ligados à contratação da operação junto à instituição financeira, trâmites de liberação de recursos e condições gerais de fornecimento de insumos, materiais e serviços necessários.
Para os demais empreendimentos da Zona Sul apontados pelos clientes, a assessoria reiterou que um deles apresenta 87% das obras prontas e andamento normal dos trabalhos.
A empresa acrescentou que os outros dois empreendimentos registram 65% de execução física e terão obras retomadas no decorrer deste mês.
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