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Mão de criança yanomami com tungíase. Foto tirada em janeiro de 2022 na comunidade Yaritobi, parte do território yanomami
G1 — Brasil · 2026-09-04T09:00:04.000Z
Mão de criança yanomami com tungíase. Foto tirada em janeiro de 2022 na comunidade Yaritobi, parte do território yanomami
Arquivo pessoal/Carla C F Rodrigues
O Ministério Público Federal (MPF) instaurou, nesta quinta-feira (3), uma investigação para apurar irregularidades na gestão de medicamentos usados no tratamento da tungíase, doença conhecida como bicho-de-pé, na Terra Indígena Yanomami, em Roraima.
Em nota, o Ministério da Saúde informou que "não há medicamentos com validade vencida disponíveis para uso no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami, conforme verificação realizada nesta quinta-feira (3)".
A investigação iniciou após uma inspeção na sede do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami. A ação verifica se a compra, o armazenamento, a rotulagem, o registro e a distribuição dos medicamentos seguem as normas.
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O MPF também vai apurar suspeitas de uso de remédios com prazo de validade vencido, falhas no registro dos produtos nos sistemas oficiais de controle, se o abastecimento de medicamentos e a assistência prestada aos indígenas são suficientes.
O Dsei-YY é um órgão do Ministério da Saúde e responsável pela saúde dos povos do território Yanomami.
A portaria sobre a instigação é assinada pelo procurador da república Alisson Marugal e foi publicada no diário oficial do MPF.
O que é a doença do bicho-de-pé
A doença é causada por uma pulga fêmea, que gosta de ambientes secos e solos arenosos, e se alimenta do sangue de humanos e de animais.
O parasita entra na pele por qualquer parte do corpo que está em contato com o chão - principalmente pés, mãos e nádegas - causando, como primeiros sinais, irritação e coceira.
Uma vez dentro do corpo, o parasita, se não for retirado a tempo, coloca seus ovos na pele, e a infecção se alastra. As lesões causadas pela tungíase podem ser únicas ou bastante numerosas, dependendo da infestação do solo.
Sobre a Terra Indígena Yanomami
A Terra Yanomami é o maior território indígena do Brasil, com quase 10 milhões de hectares entre Roraima, Amazonas e parte da Venezuela. Garimpeiros atuam na região desde, ao menos, a década de 1970.
Até dezembro de 2025, o garimpo ilegal destruiu 5.564 hectares da Terra Yanomami, segundo o levantamento. A maior parte da destruição ocorreu antes de 2023, ano em que o governo federal decretou situação de emergência.
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