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Estudantes competem para ver quem sobe e desce mais rápido do açaizeiro
G1 — Brasil · 2026-09-04T09:00:01.000Z
Estudantes competem para ver quem sobe e desce mais rápido do açaizeiro
Paula Lourinho/ Agência Belém
Subir no açaizeiro, apostar corrida de canoa e arremessar ouriços de castanha-do-pará são atividades realizadas pelos estudantes da Ilha do Combu, em Belém, durante a 12ª edição dos Jogos do Território e da Ancestralidade.
🔎 A ilha do Combu é a quarta maior das 39 que compõem a região insular de Belém . Região ribeirinha, é destino de muitos turistas que procuram gastronomia paraense e banho de rio em restaurantes de palafitas às margens da Baía do Guajará.
Longe das quadras esportivas tradicionais, os alunos ribeirinhos participam de provas baseadas em práticas reais do cotidiano e do território, como apanhar açaí e canoagem.
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Os jogos são na Escola Municipal de Educação do Campo (Emec) Milton Monte, reunindo cerca de 140 alunos da região das ilhas. A competição segue com programações até esta sexta-feira (4).
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As atividades incluem modalidades típicas da rotina ribeirinha, como:
Corrida do boco (brincadeira com a palha que se desprende do açaizeiro);
Arremesso de cacau e de ouriço (inspirado no arremesso de disco);
Confecção da peconha (alça de fibra usada nos pés para subir em árvores);
Subida e descida no açaizeiro;
Debulhagem do açaí, corrida de canoa, pesca com caniço e natação no rio.
Os Jogos do Território e da Ancestralidade são inspirados no cotidiano e nas tradições das comunidades ribeirinhas
Paula Lourinho/ Agência Belém
De acordo com o coordenador pedagógico da escola, Jenijunior Santos, a iniciativa busca valorizar a identidade cultural local e fortalecer o vínculo das crianças com os saberes passados de geração em geração.
“Estamos em uma escola do campo, no contexto do território ribeirinho, onde as pessoas vivem e transformam suas vidas a partir da realidade da natureza onde estão”, afirma o coordenador.
O coordenador pedagógico da escola, Jenijunior Santos, diz que os jogos estão em uma intrínseca relação com o cotidiano das populações ribeirinhas
Paula Lourinho/ Agência Belém
Para Kauane Maia, de 11 anos, aluna do 5º ano da escola Milton Monte, os jogos ajudam a reforçar o aprendizado de tarefas diárias.
“Está sendo muito legal, porque a gente aprende mais na escola e dá para a gente ajudar os nossos pais quando for remar para buscar água”, conta.
Além das provas ligadas à tradição ribeirinha, a programação de quatro dias conta com atividades esportivas e recreativas tradicionais, como salto em distância, cabo de guerra, futebol, queimada e jogos de mesa.
Corrida de canoa a remo foi uma das modalidades disputadas nos jogos
Paula Lourinho/ Agência Belém
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