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Donos de suposta agência de modelos são presos em flagrante suspeitos de golpe em Juiz de Fora

Imagem ilustrativa mostra mulher acompanhando rede social em telefone celular.

G1 — Brasil · 2026-09-04T12:48:10.000Z

Imagem ilustrativa mostra mulher acompanhando rede social em telefone celular.

A Polícia Civil investiga um grupo suspeito de aplicar golpes por meio de uma falsa agência de modelos em Juiz de Fora. Segundo o boletim de ocorrência, 12 pessoas foram presas em flagrante. Ao todo, 18 vítimas foram identificadas, sendo que, em cinco casos, o golpe foi consumado.

Os suspeitos foram presos na quarta-feira (2), no bairro São Mateus, onde o grupo realizava os supostos processos seletivos. A polícia identificou R$ 17,3 mil em quatro transações eletrônicas feitas pelas maquininhas da quadrilha.

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Segundo a investigação, as vítimas, em sua maioria mulheres com mais de 50 anos, recebiam mensagens de números com DDD de São Paulo. Os suspeitos diziam representar agências de modelos.

Eles afirmavam ter encontrado as mulheres pelo Instagram e diziam que elas tinham o perfil ideal para campanhas de marcas conhecidas. Depois, convidavam as vítimas para uma seletiva presencial.

Como funcionava o golpe

As vítimas eram recebidas em um coworking alugado em Juiz de Fora, onde encontravam uma estrutura dividida por setores, com aparência de uma agência profissional.

Segundo o BO, elas preenchiam fichas de cadastro e passavam por uma sessão de fotos do rosto. Depois, eram entrevistadas individualmente por um homem que usava um nome falso.

Ainda conforme o relato policial, durante a avaliação as mulheres recebiam notas altas e ouviam que seus perfis já tinham sido aprovados por grandes marcas.

A promessa era de cachês que chegavam a R$ 8,8 mil ou R$ 9 mil, com a informação de que o dinheiro seria liberado no mesmo dia.

Os criminosos argumentavam que seria necessário pagar uma taxa de assessoria de imagem ou de produção para liberar o contrato, os suspeitos cobravam valores que variavam de R$ 4,2 mil a R$ 9 mil.

Vítimas eram pressionadas a conseguir dinheiro

Segundo a polícia, quando as mulheres diziam que não tinham dinheiro ou limite disponível nos cartões, os suspeitos adotavam uma abordagem mais invasiva.

O boletim relata que os integrantes do grupo pegavam os celulares das vítimas e acessavam aplicativos bancários. A investigação aponta que empréstimos eram contratados e os valores transferidos para o pagamento exigido pelos suspeitos.

Em outro caso descrito no registro, o documento de identidade de uma vítima teria sido retido. Ela teria sido orientada a ir a pé até uma agência bancária para sacar dinheiro em espécie.

O BO aponta ainda que os comprovantes das transações apresentavam beneficiários diferentes daqueles que apareciam nos contratos entregues às vítimas.

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