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Relação de mulheres Puyanawa com ancestralidade é tema de curta-metragem gravado em Mâncio Lima
G1 — Brasil · 2026-09-04T14:59:05.000Z
Relação de mulheres Puyanawa com ancestralidade é tema de curta-metragem gravado em Mâncio Lima
A relação das mulheres Puyanawa com a ancestralidade e com um espaço sagrado do território indígena é o tema de um curta-metragem produzido por três jovens da Aldeia Puyanawa, em Mâncio Lima, no interior do Acre, que é exibido em uma mostra on-line e gratuita nesta sexta-feira (4), às 17h (horário local).
O filme 'O desafio das mulheres Puyanawa para chegar até a maloca sagrada' integra produções audiovisuais feitas por jovens de comunidades tradicionais da Amazônia, foi produzido por Carol Puyanawa, Sara Januário e Rair Puyanawa e gravado entre maio e junho.
Segundo a organização do evento, a produção acreana apresenta, a partir do relato de Maria Valéria (Xinã Iruya), a relação das mulheres Puyanawa com a maloca sagrada e com os conhecimentos transmitidos entre gerações, a partir do olhar de quem vive no próprio território.
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A produção surgiu a partir de um curso on-line de audiovisual realizado pela Rede Comunitária Floresta Digital, que ofereceu aos participantes formação em narrativa, produção, captação de imagens e edição de vídeos.
"Cada participante de cada território integrante da rede utilizou os recursos que tinham a disposição para construir uma narrativa em audiovisual que falasse ou representasse sua cultura, identidade e comunidade", complementou.
Histórias de três territórios
O curta Puyanawa integra o Cine Floresta Digital, mostra virtual que reúne três filmes produzidos durante a formação audiovisual da Rede. Além do Acre, participam produções do Amapá e do Pará:
No Amapá, o filme 'Empreendedores do Açaí', produzido por Rafael Brutti Eckhardt, da Associação Nossa Amazônia, mostra experiências de jovens da Escola Família Agroextrativista do Carvão, em Mazagão, relacionadas à produção e ao empreendedorismo em torno do açaí.
Já o Pará participa com 'Contos e Lendas de Acará-Açu', de Ingrid Beatriz, da comunidade Acará-Açu. A produção reúne histórias de visagens e assombrações que fazem parte da memória e da tradição local.
A exibição também conta com comentários e devolutivas da jornalista e documentarista Tainá Barral, da Associação Cultural Na Cuia, em uma conversa sobre os processos de produção e as narrativas construídas pelos jovens realizadores.
Curtas são produzidos por jovens indígenas de três estados
Ao final da programação, os participantes que concluíram os filmes devem receber acessórios para celular, que poderão ser utilizados em novas produções audiovisuais dentro dos próprios territórios.
O Cine Floresta Digital faz parte das ações da Rede Comunitária Floresta Digital, iniciativa desenvolvida pelo Projeto Saúde e Alegria e pela DW Akademie, com apoio da União Europeia. A rede atua em nove territórios indígenas, ribeirinhos e quilombolas dos estados do Pará, Acre, Amapá e Amazonas.
O projeto combina a implantação de infraestruturas comunitárias de internet com formações voltadas a jovens e lideranças em áreas como cultura digital, comunicação e gestão tecnológica.
Filmes foram gravados com celulares e editados a partir de oficinas on-line
Evento: Cine Floresta Digital – Mostra de Curtas
Data: sexta-feira (4)
Horário: 17h, no horário do Acre
Acesso: gratuito e aberto ao público
Onde assistir: meet.rhizomatica.org/florestadigital
Redes sociais: @redeflorestadigital