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Crise 'Master no STF': Lula volta a defender reforma do Judiciário e diz que todos devem seguir a lei

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender nesta sexta-feira (4) uma reforma do Poder Judiciário e afirmou que pretende discutir mudanças na estrutura da Justiça brasileira ao longo do próximo ano.

G1 — Brasil · 2026-09-04T14:51:03.000Z

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender nesta sexta-feira (4) uma reforma do Poder Judiciário e afirmou que pretende discutir mudanças na estrutura da Justiça brasileira ao longo do próximo ano.

Ao discursar durante cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente disse que a medida é necessária para fortalecer a confiança da população nas instituições.

O petista lembrou que seu governo foi responsável pela reforma do Judiciário aprovada em seu primeiro mandato e afirmou que o tema precisa voltar ao centro do debate.

"Eu sinceramente tenho o prazer e o orgulho de ter sido o presidente da República da primeira reforma do Judiciário, com Márcio Thomaz Bastos na Justiça e o nosso querido Nelson Jobim na presidência da Suprema Corte. E tenho certeza de que faremos no próximo ano uma discussão profunda sobre a necessidade de uma nova reforma do Poder Judiciário brasileiro", declarou.

Lula diz que país não pode 'ficar refém' de vazamentos seletivos e defende reforma no Judiciário

Segundo Lula, o objetivo é reforçar a credibilidade da Justiça perante a população em um momento de desgaste das instituições.

"Para que o povo possa continuar acreditando na Justiça", afirmou.

O presidente também disse que nenhuma autoridade pode usar o cargo público para obter vantagens pessoais e defendeu que todos estejam submetidos às mesmas regras.

"Ninguém, em nome da democracia, pode utilizar o cargo que tem em benefício pessoal. Ninguém. Todo mundo tem que estar subordinado aos mesmos trâmites da legislação", declarou.

Lula afirmou que a atual crise exige uma resposta das instituições responsáveis pela condução das investigações e citou diretamente o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

"A Suprema Corte e a Procuradoria-Geral da República estão com muita expectativa da sociedade brasileira. Está nas suas costas e nas costas do Paulo Gonet a responsabilidade de passar o mínimo de tranquilidade sem tentar esconder absolutamente nada", declarou.

'Crise Master' no STF

A fala ocorre em meio à crise enfrentada pelo sistema de Justiça após as revelações relacionadas ao caso Banco Master.

Nesta quarta (3), Lula já havia defendido uma reforma do Judiciário, afirmado que o país não pode ficar "refém de vazamentos seletivos" e cobrado apuração dos fatos "sem blindagem de ninguém".

Sem mencionar diretamente integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), Lula afirmou que a sociedade deposita expectativa sobre a atuação da Corte e da Procuradoria-Geral da República (PGR) e criticou a divulgação seletiva de informações de investigações.

O presidente também afirmou que pretende atuar para preservar a confiança da população nas instituições democráticas. Segundo Lula, é preciso evitar que a sociedade perca a esperança e a credibilidade nos órgãos responsáveis por garantir o Estado Democrático de Direito.

"Se não tiver instituições sólidas e funcionando, a democracia estará muito vulnerável", afirmou.

Sem mencionar diretamente os envolvidos no caso Banco Master, Lula voltou a criticar vazamentos de informações de investigações e afirmou que a prática compromete a confiança da população nas instituições.

"O que nós não podemos neste país é oficializar a indústria da fake news, a indústria dos vazamentos seletivos por interesses políticos ou econômicos. Se a gente não der uma parada nisso, vamos perder a credibilidade que nós queremos que a sociedade tenha na Justiça", afirmou.

Segundo o presidente, cabe ao STF e à Procuradoria-Geral da República dar uma resposta à sociedade sem ocultar fatos relevantes durante as apurações.

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