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Carlos Machado (PCB), candidato ao governo de São Paulo, defendeu reduzir o número de estudantes por sala de aula e aumentar a oferta de moradias populares. As declarações foram exibidas nesta sexta-feira (4), em uma entrevista que integra…
G1 — Brasil · 2026-09-04T15:30:04.000Z
Carlos Machado (PCB), candidato ao governo de São Paulo, defendeu reduzir o número de estudantes por sala de aula e aumentar a oferta de moradias populares. As declarações foram exibidas nesta sexta-feira (4), em uma entrevista que integra a série da EPTV com os concorrentes ao Palácio dos Bandeirantes.
O formato de participação foi definido de acordo com o desempenho na pesquisa Quaest de 25 de agosto. Quem alcançou 5% ou mais das intenções de voto foi convidado para uma entrevista ao vivo, transmitida para as regiões de Campinas, Piracicaba, Ribeirão Preto e São Carlos.
Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) atingiram esse percentual. A ordem de exibição foi definida por sorteio, na presença de representantes das campanhas.
Tarcísio seria o primeiro a participar, na segunda-feira (31), mas a assessoria informou na sexta-feira (28) que ele não compareceria. Haddad foi entrevistado ao vivo na terça-feira (1º).
Já os concorrentes que ficaram abaixo de 5% têm direito a entrevistas gravadas de dois minutos. Além de Machado, fazem parte desse grupo:
Policial Edjane (Agir)
Vera Lúcia (PSTU)
Izadora Dias (PCO)
Vivian Mendes (UP)
Policial Edjane abriu essa etapa na quarta-feira (2). Vera Lúcia teve a entrevista exibida na quinta-feira (3), e Carlos Machado participou nesta sexta-feira (4).
Carlos Machado tem 41 anos, é solteiro e nasceu em Franca (SP). É professor de ensino médio e tem ensino superior completo. Em 2024, foi candidato a vice-prefeito de Franca pelo PCB. Esta é a primeira vez que concorre ao governo de São Paulo.
Carlos Machado (PCB), candidato ao governo de São Paulo, em entrevista à EPTV
Na segurança pública, Machado concentrou parte das propostas na violência contra a mulher e no enfrentamento às facções criminosas.
“Hoje a segurança pública é um grave problema, principalmente para as minorias. Nós tivemos um aumento muito grande do feminicídio e de violência contra a mulher, tivemos um corte de gastos gigantesco na delegacia das mulheres e nós precisamos revê-lo.”
Ao tratar do crime organizado, o candidato defendeu que a atuação do Estado também alcance a movimentação financeira das facções.
“Nós precisamos combater as facções criminosas de forma inteligente, lidando com a questão de crimes financeiros, principalmente lavagem de dinheiro.”
Machado disse ainda que o enfrentamento às facções deveria envolver a presença do poder público nos territórios.
“[É preciso] ampliar a capacidade do Estado de ocupar o território junto com a população com políticas públicas, como cultura, como educação, como esporte, como saúde.”
Na saúde, o candidato apresentou propostas voltadas à prevenção e à ampliação da capacidade de atendimento.
“A primeira medida que nós pensamos com relação à questão da saúde, primeiro, é articular os prefeitos para a gente poder ampliar a questão da saúde da família.”
Machado também citou a atuação nos bairros e a participação da população nas políticas da área.
“É fundamental uma saúde preventiva que atue nos bairros e também aí conectar isso à população a partir de conselhos populares de saúde.”
Sobre a estrutura de atendimento, o candidato afirmou que o número de leitos é insuficiente e defendeu a expansão da rede. Segundo Machado, são atualmente 1,8 leito por mil habitantes.
Na educação, Machado criticou o modelo adotado na rede de ensino e classificou a situação atual como de “desmonte” e “precarização”.
“A gente vê aí as plataformizações, a gamificação da educação e a primeira medida será acabar com isso.”
Entre as mudanças propostas pelo candidato está a expansão da rede. “E, a partir da ampliação da rede, diminuir o número de alunos por sala de aula.”
Machado também relacionou as propostas para a área às condições de trabalho e à remuneração dos profissionais.
“Fazer concurso público para funcionários e professores e poder ampliar o salário até no valor que é maior pago no Brasil, que é de R$ 13 mil.”
Na área de habitação, Machado associou a ampliação da oferta de moradias a medidas sobre o mercado imobiliário.
“Nós pretendemos fazer uma política firme de combate à especulação imobiliária e também ampliar as moradias populares via CDHU.”
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