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Os suspeitos ofereciam uma suposta liberação de crédito para a compra de imóveis e informavam que o dinheiro estaria disponível após um período de aproximadamente 90 a 120 dias
G1 — Brasil · 2026-09-04T15:27:29.000Z
Os suspeitos ofereciam uma suposta liberação de crédito para a compra de imóveis e informavam que o dinheiro estaria disponível após um período de aproximadamente 90 a 120 dias
Um casal apontado como líder de um esquema de fraudes em consórcios foi preso no Aeroporto de Sinop, no norte de Mato Grosso, quando tentava deixar o Brasil. Segundo as investigações, os dois haviam comprado passagens aéreas para sair do país. Ao todo, sete suspeitos foram presos nesta quinta-feira (3), durante uma operação que apura golpes contra mais de 50 vítimas.
As prisões ocorreram em Sinop e Sorriso. Além dos mandados de prisão, foram cumpridas 11 ordens de busca e apreensão. A Justiça também determinou o bloqueio de seis contas bancárias ligadas aos investigados, o sequestro de dois veículos e a retirada do ar de um site e de perfis em redes sociais usados por uma empresa de assessoria.
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Como funcionava o golpe
De acordo com a investigação, o grupo atuava desde 2022 e mantinha escritórios nas duas cidades para atrair clientes.
As vítimas eram principalmente abordadas pelas redes sociais. Os suspeitos ofereciam uma suposta liberação de crédito para a compra de imóveis e informavam que o dinheiro estaria disponível após um período de aproximadamente 90 a 120 dias.
Para dar início à negociação, os clientes precisavam pagar um valor de entrada. O problema, segundo a investigação, aparecia depois do pagamento. Quando o prazo terminava, o crédito prometido não era liberado. Ao buscar explicações, as vítimas descobriam que haviam assinado contratos de cartas de crédito, diferentes das condições apresentadas durante a negociação inicial.
Prisão antes do embarque
A possibilidade de fuga fez com que a operação fosse antecipada. Os investigadores descobriram que o casal suspeito de comandar o esquema tinha passagens compradas para deixar o país. Equipes foram enviadas ao aeroporto e conseguiram localizar os dois antes do embarque. Eles foram presos e encaminhados às autoridades responsáveis pelos procedimentos.
Ao mesmo tempo, outros policiais cumpriram mandados em escritórios usados pelo grupo e em imóveis ligados aos investigados em Sinop e Sorriso. Ao fim da operação, todos os sete alvos dos mandados de prisão foram encontrados.
A Polícia Civil ainda apura o tamanho do prejuízo causado às vítimas e a participação de cada um dos investigados. Os investigadores também tentam descobrir o destino do dinheiro obtido nas negociações e verificar se outras pessoas foram vítimas do esquema.
A investigação continua para esclarecer todos os fatos e identificar possíveis novos crimes e envolvidos.