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VÍDEO: Pequeno tornado chama a atenção no interior do RN; entenda fenômeno

Pequeno tornado foi registrado em Felipe Guerra (RN)

G1 — Brasil · 2026-09-04T16:36:55.000Z

Pequeno tornado foi registrado em Felipe Guerra (RN)

Um "pequeno tornado" chamou a atenção e mobilizou os moradores do município de Felipe Guerra, na região Oeste do Rio Grande do Norte, nesta quinta-feira (3). Pessoas que passavam pelo local registraram o fenômeno em vídeo (veja acima).

Apesar do impacto visual, o meteorologista e e professor da Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) José Espínola) explica que a ocorrência é comum nesta época do ano no interior do estado e não é motivo de preocupação.

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Segundo o especialista, o "pequeno tornado", como é classificado, tem uma formação localizada e de curta duração, entre 5 e 10 minutos até se dissipar.

"Nessa época, as velocidades do vento são mais altas por causa das altas temperaturas e o tornado se forma pela diferença de temperatura entre a base da nuvem mais próxima da superfície e a superfície. Para que se crie uma diferença de temperatura e, consequentemente, uma diferença de pressão atmosférica", explica o professor.

"E esse gradiente de pressão, essa diferença de pressão, é que vai fazer com que as massas de ar entrem em movimento, principalmente circulatório, no caso do tornado", completa.

Pequeno tornado em Felipe Guerra, no interior do RN

Calor e ventos favorecem formação

O aparecimento do fenômeno está associado às condições climáticas típicas do segundo semestre no sertão potiguar: amplitude térmica (grande variação de temperatura no mesmo dia), ventos mais fortes e solo seco com baixa cobertura vegetal após o fim do período chuvoso.

Em Mossoró, também na Região Oeste, por exemplo, a estação meteorológica da Ufersa registrou ventos de até 36 km/h ao longo desta quinta-feira (3) e uma variação expressiva de temperatura: os termômetros saíram de 19°C no início da manhã para 37°C no meio da tarde.

O especialista da Ufersa ressaltou que a perda da vegetação típica do período seco no sertão favorece o movimento da poeira.

"A gente vai se aproximando do final do ano, agora as temperaturas estão aumentando. E esses tornados são eventos muito localizados e rápidos, passageiros. Eles demoram em torno de, de 5 a 10 minutos no máximo. E são muito localizados, não abrangem grandes áreas", detalha.

Com a aproximação do fim do ano e o aumento contínuo das temperaturas, a expectativa do meteorologista é que novas formações semelhantes possam voltar a ser vistas no interior do estado.

"Como o solo está nessa época já totalmente descoberto, a vegetação já morreu, já secou. Então, a superfície do solo, que é mais a superfície da parte física mais fina, por causa dos ventos, vai aumentar essa poeira em forma de redemoinho. E, dentro da conexão da superfície do solo, a base da nuvem mais próxima da região", ressalta.

Diferença entre tornado e redemoinho

Muitas vezes confundidos, tornados e redemoinhos possuem origens opostas de formação, segundo o professor:

Tornado: começa de cima para baixo, partindo da base da nuvem em direção ao solo.

Redemoinho: começa de baixo para cima, formando-se diretamente a partir do aquecimento do solo.

Quando um evento desse tipo ocorre sobre o oceano com maior intensidade, recebe o nome de tromba d'água.

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