ITATIBA1
Policial penal é suspeito de agredir namorada em Boa Vista
G1 — Brasil · 2026-09-04T18:54:47.000Z
Policial penal é suspeito de agredir namorada em Boa Vista
O policial penal Philip Borges Costa, de 28 anos, é investigado por suspeita de agredir a namorada, de 24, dentro da casa dela, em Boa Vista. A Justiça determinou medidas protetivas contra ele e suspendeu a posse e restringiu o porte de armas. O g1 teve acesso à decisão nesta sexta-feira (4).
A decisão foi assinada pelo juiz plantonista Parima Dias Veras, do Núcleo de Plantão Judicial e Audiências de Custódia (Nupac), no dia 16 de agosto. O caso foi denunciado à polícia um dia antes, em 15 agosto, após a vítima, que também é policial penal, ser agredida em casa.
Em nota, a defesa do policial penal disse que ele "não praticou qualquer crime" e que todos os esclarecimentos necessários serão devidamente apresentados e demonstrados no curso do processo. Leia a íntegra da nota mais abaixo.
O g1 também questionou a Secretaria da Justiça e da Cidadania (Sejuc), responsável pela Polícia Penal do estado, mas não respondeu até a última atualização.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp
As agressões do dia 15 começaram após a vítima descobrir que o policial conversava com outras mulheres e pedir que ele deixasse a casa dela. Os dois discutiram, e ele tentou tomar o celular dela. Em seguida, a segurou e a apertou com força, conforme depoimento à polícia.
Durante a briga, a mulher teve o cabelo puxado, foi derrubada no chão e o policial ficou sobre ela. A vítima gritou por socorro e conseguiu fugir de casa e pediu ajuda a uma vizinha. Segundo a denúncia, o policial também desligou o Wi-Fi da residência para impedir que ela usasse o celular.
A mulher ficou com hematomas pelo corpo (veja na imagem mais abaixo). O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) por ameaça, injuria e lesão corporal praticados contra a mulher por razões da condição do sexo feminino.
Policial penal de Roraima Philip Borges Costa.
Tenente-coronel do Exército é preso por agredir companheira em Boa Vista
Suspeito de degolar jovem no Acre foi condenado por assassinar esposa grávida em Roraima
Empurrões, puxões de cabelo e xingamentos
Os dois mantiveram um relacionamento por cerca de sete meses, que foi interrompido em julho de 2026 após episódios anteriores de violência. Eles haviam reatado recentemente antes das novas agressões.
A vítima relatou à polícia que já havia sofrido violência doméstica praticada pelo policial, incluindo comportamentos de ciúme e controle, além de agressões físicas e verbais. Entre os episódios anteriores, ela contou que Philip a enforcou dentro de um carro, na frente da filha dela, de 2 anos.
Também afirmou que ele apertou a perna dela com força, deixando marcas, a empurrou e fez com que ela caísse, além de puxar o cabelo dela. Além disso, era insultada com palavrões, como “put*”, “rapariga” e “putinh*”.
Hematomas nas pernas e nos braços da namorada de policial penal agredida em Boa Vista (RR).
As medidas protetivas foram solicitadas pela vítima e encaminhadas à Justiça pela Polícia Civil, ainda no dia 15 de agosto. Além da suspensão da posse e da restrição do porte de armas, a Justiça proibiu o policial de se aproximar da vítima a menos de 500 metros. Ele também não pode ir à casa dela ou a locais frequentados pela vítima ou pessoas próximas a ela, como a filha.
O policial também está proibido de manter contato com a vítima ou com pessoas do círculo social dela. Caso as medidas sejam descumpridas, ele pode ser preso preventivamente.
Íntegra da nota
A defesa do Policial Penal Philip Borges vem a público esclarecer que confia firmemente na inocência de seu cliente em relação aos fatos que lhe foram atribuídos.
A defesa afirma que Philip Borges não praticou qualquer crime, não agrediu sua companheira, não a ameaçou e não cometeu qualquer ilícito penal relacionado aos fatos mencionados.
Todos os esclarecimentos necessários, bem como os elementos probatórios pertinentes, serão devidamente apresentados e demonstrados no curso do processo, perante as autoridades competentes.
A defesa permanece serena e confiante, acreditando que, ao final da apuração dos fatos e da análise das provas, a verdade prevalecerá e ficará demonstrado que Philip Borges jamais praticou qualquer conduta criminosa contra sua companheira.
Por fim, a defesa reafirma sua plena confiança na Justiça, no devido processo legal, no contraditório e na ampla defesa.
Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.