ITATIBA1

Centro Administrativo do DF, em Taguatinga, começa a receber servidores após 12 anos fechado

Centrad, em Taguatinga, no DF, rebatizado de CAD (Centro Administrativo do Distrito Federal)

G1 — Brasil · 2026-09-04T19:49:26.000Z

Centrad, em Taguatinga, no DF, rebatizado de CAD (Centro Administrativo do Distrito Federal)

Após 12 anos de abandono, o Centro Administrativo do Distrito Federal (CAD), em Taguatinga, começou a ser ocupado. A estimativa do governo é que 4 mil servidores da Secretaria de Obras sejam transferidos para o local.

🔎 Em junho, a governadora do DF, Celina Leão (MDB), rebatizou o Centrad como Centro Administrativo do Distrito Federal (CAD).

Segundo o planejamento do Governo do DF, após a Secretaria de Obras, o centro administrativo receberá servidores da Governadoria e da Casa Militar.

✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp.

Para receber os funcionários, os edifícios passaram por manutenção. Foram feitos reparos nos pisos e nas instalações hidráulicas e elétricas, além da contenção de infiltrações, rachaduras e sinais de depredação. A infraestrutura e o paisagismo também receberam cuidados.

Em junho, a TV Globo mostrou, em reportagem, como estava o local. Assista:

Sem uso, Centrad apresenta sinais de deterioração pelo tempo, no DF

Servidores relataram que a mudança para a nova sede, em Taguatinga, vai facilitar o trajeto diário, beneficiando, por exemplo, moradores do Riacho Fundo.

Para marcar o início oficial da ocupação, as bandeiras do Brasil, do Distrito Federal e do Mercosul foram hasteadas em frente ao prédio da Governadoria do complexo.

Relembre a construção do complexo

O Complexo foi construído por meio de uma Parceria Público Privada (PPP) entre o GDF e o consórcio privado formado pela Via Engenharia e Odebrecht, com valor previsto de R$ 6 bilhões e duração de 22 anos.

Além de erguer o prédio, o consórcio formado pela Via Engenharia e Odebrecht ficaria responsável por serviços como manutenção, segurança, limpeza do espaço. Pelos serviços após a inauguração, as empresas receberiam R$ 17 milhões mensais.

Como o projeto nunca foi inaugurado, esses valores nunca foram pagos. Por outro lado, as duas empresas alegam que gastaram cerca de R$ 1,5 bilhão na construção do Centrad e também tentam reaver o valor investido na negociação.

Em 2020, contudo, uma decisão da 4ª Vara de Fazenda Pública do Distrito Federal, proibiu o Governo do DF de repassar recursos ao consórcio.

O GDF, no entanto, tem outros gastos com o complexo. Desde que a PPP foi anulada em 2022, é o governo do DF responsável pela segurança do local, que abandonado é alvo de invasão, vandalismo e depredação.

Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Leia no Itatiba1 →