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'Ao se posicionar, ele vai começar a ganhar rejeição', diz Renan Santos sobre crescimento de Augusto Cury nas pesquisas eleitorais

Renan Santos (Missão) cumpre agenda eleitoral em Olinda

G1 — Brasil · 2026-09-05T02:24:45.000Z

Renan Santos (Missão) cumpre agenda eleitoral em Olinda

Candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos cumpriu agenda de campanha na noite desta sexta-feira (4), em Olinda, no Grande Recife (veja vídeo acima). Ao participar de um congresso promovido pelo partido no Teatro Beberibe, no Centro de Convenções de Pernambuco, ele comentou sobre o aumento do adversário Augusto Cury (Avante) nas pesquisas eleitorais.

A pesquisa Quaest divulgada na quarta-feira (2) apontou que, no cenário estimulado do primeiro turno, Augusto Cury alcançou 10% das intenções de voto e assumiu a terceira colocação. O escritor deixou para trás adversários tradicionais da chamada terceira via, como Renan Santos (Missão), que pontuou com 3%, além de Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), que registraram 1% cada.

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Ao ser questionado pelo g1 sobre o que Augusto Cury estaria fazendo diferente para ter esse crescimento, Renan avaliou que esse avanço ocorreu porque o escritor evita se posicionar sobre temas políticos.

"Basicamente, ao não fazer nada e não ganhar rejeição porque não quer se posicionar sobre nada, ele [Cury] pegou o eleitor despolitizado. Naturalmente, agora, no momento em que as pessoas vão precisar se politizar, ele vai precisar se posicionar. E, ao se posicionar, ele vai começar a ganhar rejeição. [...] Ele vai ser instado a se posicionar. Não dá para ser, num país politizado, um candidato... não é que ele é antipolítica, ele é não político. 'Qual a sua opinião sobre tal coisa?', 'Não tenho'. 'Você acha A ou B?', 'Eu acho A e B ao mesmo tempo'. Então, não dá. Não tem caminho nisso", afirmou.

Estreante em uma disputa presidencial, o paulista Renan Santos é empresário e um dos fundadores do Movimento Brasil Livre (MBL), criado em 2014. Ele cursou direito na Universidade de São Paulo (USP), mas não concluiu a graduação. A segurança pública e o combate ao crime organizado são os principais eixos de seu programa de governo.

Renan disse que pretende intensificar a campanha no Nordeste nos próximos dias, com visitas a outras duas capitais da região . O candidato seguirá para o Ceará, no sábado (5), e para o Maranhão, no domingo (6).

"Eu iniciei minha pré-campanha aqui em Recife. E eu estou continuando ela, e eu vou fazer agora uma perna Recife, Fortaleza e São Luís do Maranhão. E o meu objetivo é o mesmo, vamos falar dos problemas do Nordeste e das soluções do Nordeste. Eu sou muito otimista sobre o futuro. O presente do Nordeste é muito ruim, mas o futuro pode ser muito bom", disse o candidato durante coletiva de imprensa.

O presidenciável também comentou sobre a disputa polarizada pelo governo de Pernambuco entre a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), que lidera as pesquisas, e pelo ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), que, nas últimas sondagens, aparece em segundo lugar. Renan Santos declarou apoio ao candidato de seu partido ao governo estadual, Renan Hallais, e criticou João Campos e família.

"Primeiro, eu estou muito feliz, inclusive, vendo o Renan, meu xará. Se minha eleição é uma eleição de Davi contra Golias, a dele tem nem o que dizer. [...] E, naturalmente, eu tenho uma ojeriza figura do João Campos. Tenho ojeriza à dinastia dele. [...] Vou fazer oposição a eles em todos os sentidos", declarou.

Renan Santos (Missão) cumpre agenda de campanha em Olinda

Renan também falou sobre as denúncias envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na chamada "Crise no STF". O candidato afirmou que as acusações representam uma crise institucional e defendeu a responsabilização de integrantes da Corte.

"É devastadora. Nós não temos mais um país. Eu acho que esse é o ponto central. Não há mais um país, não há mais institucionalidade. [...] O envolvimento, para falar dos dois mais famoso, o Alexandre de Moraes e o Dias Toffoli, no escândalo do Banco Master, é gritante. E o fato de eles estarem se mobilizando como eles estão, para evitar qualquer coisa, é sintoma disso", declarou.

Ao lado de apoiadores, candidatos a deputado estadual e federal pelo Missão e do candidato ao governo de Pernambuco, Renan Hallais, Santos discursou durante o congresso e fez um apelo para que seus apoiadores mantenham a mobilização durante a campanha.

"O Brasil tem que fazer uma escolha. E é esse o momento que nós vamos influenciar a escolha. Quem desiste, não luta. Então, quem está pregando a desistência não vai ter força para convencer outras pessoas. Dois, os cínicos não terão argumentos. Nem petistas e nem bolsonaristas vão conseguir justificar o que vai acontecer nos próximos dias e semanas. E três, nós que temos a maior energia de todas, nós que temos a verdade a nosso lado, temos que trabalhar mais do que eles", disse.

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