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Ministro da Fazenda, Dario Durigan.
G1 — Economia · 2026-07-24T14:39:10.000Z
Ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Diogo Zacarias/Ministério da Fazenda
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (24) que o governo brasileiro precisa aumentar a regulamentação e a tributação de casas de apostas como forma de desincentivar o uso por parte da população.
"Temos que tratar bet igual tratamos cigarro. As empresas que operam [nesse segmento] precisam informar para o governo sobre todas as apostas feitas e pagar o tributo devido. [...] Estamos aumentando tributo porque é justo, é devido e é um desincentivo a um mecanismo que atrapalha a vida das pessoas", afirmou Durigan durante a Expert, evento da XP Investimentos.
O ministro também reiterou a importância de limitar o acesso da população que já está financeiramente fragilizada às casas de apostas.
"Quem recebe Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou quem está endividado e vai tentar renegociar dívida no Desenrola, não pode apostar em bet", disse Durigan, destacando que o governo também tem trabalhado para diminuir a publicidade de bets no país.
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O ministro da Fazenda também defendeu que o governo brasileiro e o sistema financeiro possam agir para estimular ou desestimular a tomada de crédito pelo consumidor.
"Se a gente já sabe que determinado consumidor tem cinco plásticos [cartões de crédito] e está com a dívida atrasada, como podemos aprovar mais um cartão? Deveríamos pensar em como usar a nossa inteligência financeira de país para fazer estimulo ou desestímulo para tomada de crédito", disse.
Segundo Durigan, grande parte das pessoas que estão endividadas atualmente tomaram crédito durante a pandemia e não conseguiram gerir seus débitos.
"E quando a gente estratifica esses dados, o cartão de crédito é o principal elemento que impacta a vida das pessoas", afirmou, reiterando que o governo tem incentivado, por meio do programa, a troca de dívidas que tenham juros mais altos por aquelas que tenham taxas mais baixas.
Quadro fiscal e dívida pública
O ministro da Fazenda também voltou a afirmar que está comprometido com o quadro fiscal do país e projetou que a dívida pública deve estabilizar entre 2029 e 2030.
"A projeção é que tenhamos 0,5% de superávit [receitas maiores do que despesas] no ano que vem. Eu gostaria de fazer mais, talvez com o aumento nos preços do petróleo e eventualmente diminuindo as subvenções que temos feito", disse.
Durigan reforçou, no entanto, que o governo ainda tem outros desafios pela frente, como a política de juros dos Estados Unidos e a incerteza global diante de fatores como a guerra no Irã e o tarifaço imposto pelo presidente americano, Donald Trump.
*Esta reportagem está em atualização