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Foram investidos um total de 5,3 milhões nas melhorias do Museu da Cidade de São Paulo
G1 — Brasil · 2026-09-06T10:00:00.000Z
Foram investidos um total de 5,3 milhões nas melhorias do Museu da Cidade de São Paulo
A Cripta Imperial com os restos mortais de D. Pedro I, da Imperatriz Leopoldina e de Dona Amélia será reaberta nesta segunda-feira (7) após processo de revitalização e melhoria da infraestrutura com investimento total de R$ 5,3 milhões.
O local, que estava fechado desde 2022, fica no subsolo do Monumento à Independência, localizado no Parque da Independência.
De acordo com a Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa (SMC) e o Museu da Cidade de São Paulo, a cerimônia de reabertura será às 14h30, seguido de apresentação do Ensemble FTM, grupo musical da Fundação Theatro Municipal de São Paulo, às 15h, e visitação guiada até as 17h.
A Cripta Imperial, assim como a Casa do Grito, são parte do Museu da Cidade de São Paulo, conjunto de locais históricos construídos entre os séculos 17 e 20.
Com o evento no dia 7 de setembro, o Museu inaugura a exposição “Representações da Nação: O Monumento à Independência e a Cripta Imperial”, com curadoria de Marly Rodrigues, na Cripta.
A mostra apresenta o momento da criação do Monumento e da Cripta e explica o motivo de serem construídos para reforçar e valorizar acontecimentos históricos.
Na Casa do Grito há outra exposição, a “Da Independência ao Grito: história de uma casa de pau a pique”, que mostra a relação da casa com o quadro “Independência ou Morte” e a técnica de construção pau a pique. Ambas podem ser visitadas de terça a domingo, das 9h às 17h.
Ensemble FTM é um quarteto formado por Marcos Kiehl na flauta, Alex Ximenes no Violino, Teco Nicolai também no Violino, e Sandro Francischetti no Cello. O repertório da banda passa da música do período Barroco até ritmos populares e contemporâneos, como o samba, o rock e o baião.
“A reabertura da Cripta Imperial tem um significado cultural muito importante para São Paulo e para o Brasil. Estamos falando de um espaço que guarda os restos mortais de D. Pedro I, da Imperatriz Leopoldina e de Dona Amélia e que está diretamente ligado a um dos lugares mais simbólicos da história brasileira”, destaca o Secretário Municipal de Cultura e Economia Criativa, Totó Parente.
“Mais do que reabrir uma porta, estamos ampliando o acesso da população à própria história. A preservação do patrimônio só faz sentido quando ele pode ser conhecido, compreendido e apropriado pelas pessoas.”
Revitalização e melhorias no Museu da Cidade de São Paulo
A cripta recebeu uma série de intervenções, como a implantação de novos banheiros, inclusão de acessibilidade arquitetônica, novo sistema de climatização com ar-condicionado e melhorias no espaço expositivo, além da conservação do bronze junto aos sarcófagos, fechamento do teto com mármore amarelo e outros reparos. Assim, os espaços internos estão adequados para recepção de visitantes.
As obras também contemplaram a limpeza e conservação do Monumento à Independência e a reforma da Casa do Grito, incluindo a recuperação de trincas, a pintura e a implantação de novos acessos externos.
Durante todo o período de execução, os restos mortais de D. Pedro I, D. Leopoldina e D. Amélia permaneceram em seus locais originais. Ao todo, a cripta ficou cerca de três anos e nove meses fechada.
História do Monumento da Independência e a Cripta Imperial
Museu do Ipiranga, em São Paulo
O Monumento à Independência foi inaugurado em 1922, em comemoração ao centenário da Independência do Brasil. Já a Cripta Imperial foi inaugurada em 7 de setembro de 1952 - antecedendo as comemorações do quarto centenário de São Paulo - e fica no subsolo do Monumento à Independência.
Lá estão os restos mortais de três figuras históricas brasileiras da realeza: a Imperatriz Maria Leopoldina, primeira esposa de Dom Pedro I, o próprio Dom Pedro I e a Imperatriz Dona Amélia, a segunda esposa de Dom Pedro I. Cada um foi parar na Cripta Imperial em um momento diferente.
A Imperatriz Maria Leopoldina, após sua morte, foi sepultada no Rio de Janeiro. Com as celebrações do IV Centenário da cidade de São Paulo e construção da cripta, foi decidido que seria a primeira a ocupar o local.
Já o Dom Pedro I tinha seu coração na cidade do Porto e o corpo no Panteão dos Braganças, em Lisboa, antes de sua vinda à cripta. Em 1972, durante o Sesquicentenário da Independência, houve a negociação com o governo de Portugal para a vinda dos restos mortais. Eles cruzaram o Atlântico a bordo de um navio e percorreram várias capitais brasileiras antes de chegar à Cripta Imperial.
Por fim, chegou a Imperatriz Dona Amélia, que havia ficado no Panteão dos Braganças, só que desde 1972, sem o marido ao seu lado. Assim, em 1982, o seu corpo foi trazido para deitar ao lado de sua família. Anos após sua chegada, em 2012, os corpos passaram por uma exumação e o corpo de Dona Amélia estava tão bem preservado que se encontrava perfeitamente mumificado.
O Monumento da Independência foi erguido antes da cripta e já era idealizado muito antes, desde o famoso “Grito da Independência”.
Porém, a primeira construção erguida ao ato histórico foi o Museu do Ipiranga. Com a aproximação do centenário da Independência, começou a sua construção. A obra foi inaugurada em 7 de setembro de 1922, incompleta devido à complexidade, e terminaram-na apenas em 1926.
Cripta Imperial fica no subsolo do Monumento à Independência