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Com mais de 700 espécies, Parque Zoobotânico é 'laboratório vivo' no coração de Rio Branco

Laboratório a céu aberto: Parque Zoobotânico é habitat de diferentes espécies de animais

G1 — Brasil · 2026-09-06T20:56:06.000Z

Laboratório a céu aberto: Parque Zoobotânico é habitat de diferentes espécies de animais

Quem caminha pelas trilhas do Parque Zoobotânico (PZ) pode até esquecer que está dentro de uma capital. Localizado no campus da Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco, o espaço de 115 hectares de floresta tropical é a maior área verde dentro do perímetro urbano da cidade e funciona como um verdadeiro laboratório vivo para pesquisadores, estudantes e a comunidade.

No último sábado (5), data em que se comemora o Dia da Amazônia, o parque reforça que não é preciso ir longe para se conectar com a floresta e compreender a riqueza da maior floresta tropical do planeta.

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A história de preservação da área começou antes mesmo da criação oficial do parque, em 1983. As primeiras pesquisas científicas no local tiveram início em 1979.

O cenário atual, de floresta densa e preservada, contrasta com o passado do local. Antes de ser incorporado à universidade, o terreno já abrigou um seringal e chegou a ser utilizado como área de pastagem para gado.

Vista aérea do Parque Zoobotânico em Rio Branco

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🌳Atualmente, o espaço é o lar de mais de 300 espécies de árvores e 400 de animais, que vivem soltos na reserva, servindo de abrigo para a biodiversidade e sendo referência em pesquisas ambientais.

"Pesquisadores levantaram pelo menos 345 espécies de árvores. Podemos destacar espécies ameaçadas de extinção, como o mogno e a ucuúba, e também árvores que foram muito importantes para o extrativismo no nosso estado, como a castanheira e a seringueira", explicou Harley Silva, diretor do Parque Zoobotânico, em entrevista à Rede Amazônica Acre.

🐒 Na fauna, o destaque fica por conta do símbolo do parque: o macaco-bigodeiro, animal frequentemente avistado pelos visitantes durante as caminhadas guiadas. Ao todo, mais de 400 espécies de aves e mamíferos já foram descritas na área.

Macaco-bigodeiro é uma das principais atrações do Parque Zoobotânico da Ufac

José de Ribamar Bandeira/Cartilha PZ/Arquivo

Descoberta científica e papel educador

A importância do Parque Zoobotânico para a ciência vai além do monitoramento de espécies conhecidas.

Em 2012, pesquisadores encontraram na área uma nova espécie de rã, a Adenomera thomei, que foi descrita e apresentada à comunidade científica internacional. Ela habitava e se reproduzia ativamente.

"Nesse pequeno fragmento de 115 hectares, os pesquisadores conseguiram encontrar uma espécie nova de anfíbio para a ciência. Isso mostra a força e o potencial de pesquisa do PZ", destacou Harley.

Parque Zoobotânico tem cerca de 115 hectares em Rio Branco

O principal papel do Parque Zoobotânico, no entanto, é o de educador. Diariamente, o espaço recebe turmas de escolas da rede básica de ensino, além de alunos de graduação e pós-graduação.

Embora o público principal seja formado por grupos escolares e acadêmicos, o parque é aberto a visitas de outros grupos da comunidade.

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