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Ato cívico de 7 de Setembro no Centro de Campinas (SP)
G1 — Campinas e Região · 2026-09-07T11:12:57.000Z
Ato cívico de 7 de Setembro no Centro de Campinas (SP)
Trabalhadores da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) entraram em greve à 0h desta segunda-feira (7), dia do ato cívico de 7 de Setembro no Centro de Campinas (SP).
Segundo funcionários, a paralisação reduziu o número de agentes nos pontos de bloqueio montados para o evento. Eles afirmam que faltam profissionais para orientar motoristas sobre interdições e desvios.
Também há menos agentes em pontos de ônibus, de acordo com os trabalhadores. O atendimento é usado para orientar passageiros sobre as mudanças nos itinerários provocadas pelo ato cívico.
Os funcionários dizem ainda que outros serviços de fiscalização de trânsito e transporte foram afetados.
A Emdec informou que escalou 80 agentes de trânsito e transporte para trabalhar no evento. Para cobrir as ausências causadas pela adesão à greve, a empresa disse que colocou colaboradores de outras áreas para orientar a população.
Segundo a Emdec, todos os esforços estão sendo feitos para evitar impactos na realização do desfile.
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Adesão à greve
Na sexta-feira (4), o Sindicato dos Trabalhadores Viários (Sindviários) informou que 124 dos 128 agentes escalados para trabalhar no feriado haviam aderido à mobilização.
A greve já havia sido anunciada pela categoria. Desde quarta-feira (2), os trabalhadores também estavam em operação-padrão.
Segundo o sindicato, nesse tipo de protesto os funcionários continuam trabalhando, mas seguem todas as normas e procedimentos de segurança, sem improvisações para compensar problemas de estrutura, equipamentos, efetivo ou planejamento.
A paralisação faz parte da campanha salarial dos trabalhadores da Emdec.
Segundo o Sindviários, a empresa apresentou proposta de reajuste de 4,8%. A entidade afirma que percentuais de 5,39% e 5,5% chegaram a ser discutidos anteriormente, sendo o último durante uma mediação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
O sindicato também cobra avanços no novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), com o reconhecimento do tempo de serviço dos atuais funcionários.
A entidade afirma ainda que os salários acumulam perda de poder de compra superior a 60% em relação ao IPCA ao longo de cerca de três décadas.
O Sindviários diz que permanece aberto à negociação.
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